A fenda escura da via láctea

por Guilherme Armando Contrucci

No livro “Código Maia” de Barbara Hand Clow o editor diz na página do verso que trata-se de uma profunda investigação sobre como o tempo e a consciência estão acelerando, oferecendo-nos uma nova compreensão a respeito do Universo, conforme nos aproximamos do fim do Calendário Maia. Valendo-se da pesquisa de Carl Johan Calleman, assim como das ideias de outros estudiosos do Calendário Maia, Barbara Hand Clow examina 16,4 bilhões de anos de evolução para decifrar os padrões criadores da Terra – a Mente Mundial. Esses padrões elevados chegam ao apogeu em 2011, e, durante 2012, influências astrológicas importantes serão um incentivo para que alcancemos a unicidade e nos iluminemos. O Código Maia demonstra como os ciclos do tempo do Calendário coincidem com períodos fundamentais dos bancos de informações evolutivas da Terra e da Via Láctea. Essas etapas da evolução estão convergindo durante o estágio final do Calendário, o período entre 1999 e 2011. A guerra e a territorialidade, a administração de recursos e a separação da natureza são partes de acontecimentos diários que devemos enfrentar durante esses anos poucos e breves, prova da espiral do tempo que se estreita e que vivenciamos como uma aceleração do tempo. A renomada autora recomenda que a nossa própria cura pessoal seja o fator mais importante conforme nos preparamos para esse salto drástico na evolução humana – agora chamado de despertar da Mente Mundial.

Barbara Hand Clow, conta no capítulo primeiro da sua obra “Código Maia” que realizando mais observações, dos astrônomos izapenses conseguiram notar que as Plêiades não só se movimentavam precessão, como também se aproximavam do Zênit em Izapa. O lugar que nunca se deslocava, entretanto, era a Fenda Escura da via Láctea, indicada pela flecha de sagitário e pela cauda de Escorpião. Algum xamãs teriam viajado mentalmente até essa região e então devem ter percebido inversões do tempo no buraco negro, assim como o surgimento de novas estrelas. O Centro Galáctico é os centro Divino da terra! A partir das perspectiva terrena, ele é a única região fixa no céu, que também apresenta uma energia impressionante.

O eixo da Terra inclina-se a 23,5 graus conforme realiza a órbita ao redor do Sol, o que provoca o movimento solar no horizonte durante as estações. Entretanto, a região onde o sol aparece as constelações está sempre mudando por precessão.

O plano do sistema solar, conhecido como eclíptico, divide o plano galáctico em um ângulo de 60 graus, que podemos enxergar da Terra quando a extremidade da Galáxia é visível, à medida que os planetas e o Sol atravessam o plano eclíptico. Isso é um admirável cruzeiro inclinado no céu quando visto dos trópicos, onde fico durante alguns meses todos os anos. Os ângulos de 60 graus são os seis ângulos da famosa estrela de Davi, e acredito que essa bela estrela seja um símbolo galáctico.

Há dois mil anos, os izapenses notaram que o Sol do solstício de inverno que se elevava se aproximava do seu centro sagrado, o Centro Galáctico em Sagitário. Seu Deus, o Sol, origem de toda a vida na Terra, estava próximo do seu centro cósmico. Em seguida, de acordo com Jenkins, ao calcular a precessão, os izapenses concluíram que o Sol de Solstício de Inverno, que se elevava, uniria-se ao Centro Galáctico nos próximos dois mil anos, aproximadamente. Isso era muito evidente para eles, como podemos conferir na ilustração adaptada de Maya Cosmogenesis 2012. Os cálculos precessionais dos antigos astrônomos esperam em muito precisos. Os mais não se constituem exceção à regra. Jenkins postula que, quando perceberam que essa conjunção aconteceria em dois mil anos, os izapenses usaram seu próprio sistema numérico ( Tzolkin) para elaborar a longa Contagem, com base nessa data final. Acredito também que eles tinham alguma percepção sobre a época do seu surgimento, e esse entendimento de início e fim da História lhes proporcionou revelações surpreendentes.

……Uma vez que os maias começaram a elaborar a Longa Contagem, registraram períodos de monólitos usando datas da Longa Contagem. Porém, eslas estavam no meio do Calendário. Eles planejaram um calendário com a data final de 2012, que recua 5.125 anos, época em que surgiram neste ciclo. Não é espantoso? A Longa Contagem abrange a origem, o desenvolvimento e o término dos Maias em um espaço de tempo de 5.125 anos.

Já que muitas outras civilizações complexas apareceram no mesmo período que os Maias, é provável que tanto o Calendário como a data final da Longa Contagem tem um consequências globais. Por quê? O que isso significaria para todos nós? É possível imaginar por que algumas pesquisadores quase me enlouqueceram tentando descobrir isso? Bem, como veremos quando refletir sobre o que John Calleman tem a dizer, podemos utilizar essa data final para o período evolutivo da Terra e 16,4 bilhões de anos, chegando ao ponto culminante em 2011
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Isto nos leva a crer que muitas civilizações do passado detinham também um grande conhecimento científico e tecnológico, um tanto quanto místico uma vez que não possuíam instrumentos complexos como temos no século XXI. Mesmo assim, não podemos negar que houve conhecimento tão ou mais inovador que os tempos modernos.

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