A linguagem dos órgãos

A linguagem dos órgãos

por Guilherme Armando Contrucci

As palavras, ou linguagem verbal falada, expressam pensamentos, e assim afetam diretamente os nossos órgãos e o nosso corpo como um todo. Como, então, os nossos pensamentos estão afetando o nosso corpo?

O ser humano não se expressa apenas com a linguagem verbal falada e escrita, se expressa também com o seu corpo (linguagem não-verbal). Por exemplo, o corpo expressa como está se sentindo usando risadas e sorrisos, ou testas franzidas ou o semblante fechado.

Possuímos uma relação enorme de metáforas sobre o nosso corpo e saúde, sobre as nossas emoções e estados mentais. Os doutores Ian MacDermott e Joseph O’Connor chamam essas metáforas de “linguagem dos órgãos”. Já imaginou que uma irritação pode se apresentar como um torcicolo? Sim, pois existe o dito popular “tal pessoa é pior do que um torcicolo”. Então, essa metáfora, quando verbalizada por alguém, pode transformar-se em torcicolo de fato, no caso de se estar muito irritado.

As metáforas crônicas são o problema, são tóxicas e exageradas. Fiz recentemente um vídeo no canal do instituto, em que mostrei a poderosa diferença entre os verbos “eu tenho tal patologia” e “estou passando por esse problema que é essa patologia”.

A chave é tornar-se consciente da linguagem dos órgãos!

Vou deixar aqui, algumas metáforas corporais típicas, para que você possa refletir o quanto são prejudiciais ou não à sua saúde como um todo:

1) Você está tirando a minha liberdade.

2) Esse trabalho é estressante.

3) Essa preocupação está me devorando.

4) Isso está me deixando louca (o).

5) Você não tem fibra.

6) Isso me vira o estômago.

7) Você tornou-se um peso nas minhas costas.

8) Com esse clima não dá nem para respirar.

9) Você está partindo meu coração.

10) Eles estão sugando o meu sangue.

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