Objetivos da Vida ou Razão de Ser da Existência

por Huberto Rohden

Quase todos os nossos sofrimentos, senão todos, vêm dos objetivos da vida, e
da razão-de-ser da nossa existência.

Infelizmente, a imensa maioria só se interessa pelos objetivos da vida, e por isto leva uma vida de sofrimento.

Os objetivos da vida são todas as coisas do nosso ego periférico, como família, propriedade, profissão, relações sociais, amizades, etc. São circunstâncias fora do nosso centro, sobre as quais não temos domínio direto, e que, por isto, podem falhar – e lá está o nosso sofrimento.

Não podemos viver sem esses objetivos, sem estas circunstâncias. Somente um asceta do deserto, ou um yogui numa caverna do Himalaia poderia viver sem esses objetivos externos, e mesmo assim não estaria totalmente isento de sofrimentos, porque o seu próprio corpo também é um objeto, ou uma circunstância.

É permitido recusar a maior parte dessas circunstâncias.

Razoável é usar, na medida do necessário, esses objetos da vida.

Mas o grosso da humanidade não recusa, nem usa, mas abusa.

Que é abusar?

Quem vive 24 horas por dia, 365 dias por ano, durante 20, 50, 80 anos, exclusivamente para os objetivos da vida, está em vésperas permanentes de
sofrimentos. Quando alguns desses ídolos da sua vida lhe faltarem – adeus, alegria!

E ninguém pode garantir que isto não aconteça, mesmo sem culpa nossa.

As circunstâncias da natureza ou da sociedade nos podem roubar inesperadamente esses objetos idolatrados, inclusive os objetos pessoais da nossa família e amizade.

Por onde se vê que todo o homem profano está sempre incubando sofrimentos, que podem eclodir a qualquer momento.

Por isto, dizia Diógenes, o filósofo cínico de Sínope, que a verdadeira felicidade consistia em nada ter que o mundo nos possa tirar, nem nada desejar que o mundo nos possa dar.

Mas, o grosso da humanidade não pode viver como Diógenes, cuja única casa era um velho barril do mercado de Atenas, em que ele dormia.

O que, porém, todos podem e deveriam fazer é descobrir algo além desses objetivos da vida e estabelecerem certo equilíbrio entre essas duas coisas.

Que coisa é esta?

A razão-de-ser da nossa existência. Que é isto?

A única coisa necessária da nossa existência somos nós mesmos, é a nossa auto-realização. Nenhum homem é realizado no seu ser – todos são realizáveis.

Pode ser que muitos sejam ego-realizados, objeto-realizados, coisificados, 90%, talvez 100% – mas não estão auto-realizados.

Se o homem estabelecesse um equilíbrio razoável entre o seu ser e os seus teres, entre o que ele é e o que ele tem ou deseja ter, reduziria grandemente a chance dos seus sofrimentos. “Uma só coisa é necessária”, dizia, há quase 2.000 mil anos o maior dos Mestres da humanidade à sua discípula Maria de Betânia. Não proibiu à sua irmã Marta que fizesse o que estava fazendo, mas considerava estas coisas como facultativas, e não como realmente necessárias.

Necessário é realizar o seu próprio sujeito – facultativo é realizar os objetos.

Através da história, uma pequenina elite, sobretudo do mundo oriental, se interessa somente pela razão de ser, negligenciando os objetivos da vida – mas a imensa maioria da humanidade ocidental vive exclusivamente para os objetivos da vida, esquecendo-se totalmente da razão-de-ser da sua existência.

Dois extremos!

Toda a sabedoria do homem sensato consiste em saber harmonizar corretamente esses dois pólos da vida humana.

Todo o homem que trata seriamente de realizar a razão-de-ser da sua existência, pode possuir serenamente os objetivos necessários a uma vida decentemente humana, e nunca estará em vésperas de calamidades catastróficas. Aconteça o que acontecer, o principal está garantido e segundo as palavras do Mestre “Nunca lhe será tirado”. Quem realizou a sua substância central, pode sofrer o impacto das circunstâncias periféricas desfavoráveis – mas não será infeliz por dentro, embora sofra por fora.

Nunca deveríamos fazer depender a nossa felicidade de algo que não dependa de nós.

Uma substância central pode sofrer calmamente todos os assaltos das circunstâncias periféricas – e continuar a ser profundamente feliz.

Experiência quase-morte de Mellen-Thomas Benedict

imagem: Richard M. Allen

Muitas histórias falam a respeito da vida após a morte, post mortem do latim, o que mostra a maior de todas as dúvidas da humanidade. Essa dúvida – o que acontece após a morte, bem como outros dilemas (felicidade, frustração, propósito de vida) são, na minha opinião os grandes mistérios da natureza humana e cósmica.

O texto a seguir publicado, mostra a experiência de um artista que sobreviveu a uma experiência de quase-morte em 1982. Mellen Benedict (2 de Março, 1949 – 31 de Março, 2017) permaneceu morto por mais de uma hora e meia após ter morrido de câncer. Na hora de sua morte ele saiu do corpo e foi para a luz.

Conforme estudiosos do portal Casa Índigo (www.casa-indigo.com), ele estava curioso a respeito do universo, e foi levado pra longe, para as profundezas remotas da existência e além, para o vazio energético do nada que existe por detrás do Big Bang. Durante a sua experiência, ele absorveu uma quantidade enorme de informações sobre a reencarnação. Por causa da sua experiência de quase-morte, ele trouxe de volta descobertas científicas. O Sr. Benedict tem estado profundamente envolvido com os mecanismos de comunicação celular e pesquisas sobre o relacionamento entre a luz e a vida que se chama Biologia Quântica.

Ainda segundo o portal, o Sr. Benedict descobriu que as células vivas respondem muito rapidamente à estimulação de luz, e isto resulta entre outras coisas, numa cura de alta velocidade. Ele é um pesquisador, inventor e palestrante, que tem seis patentes nos Estados Unidos.

Vale a leitura da publicação.

Saúde e Paz.

Guilherme Contrucci


O CAMINHO DA MORTE

Em 1982 morri vítima de um câncer terminal. A doença era inoperável e todos os tipos de quimioterapia que tentavam faziam com que eu me tornasse mais e mais parecido com um vegetal. O prognóstico era de que eu viveria de seis a oito meses. Nos anos 70, eu tinha sido aquele tipo de pessoa faminta por novas informações e, à medida que os anos foram passando, fui me sentindo cada vez mais impotente diante da crise nuclear, da crise ecológica e outros problemas do tipo. Por não ter uma base espiritual, acreditava que a natureza havia cometido um engano e que nós humanos provavelmente éramos um organismo cancerígeno para o Planeta. Não via saída para os problemas que tínhamos criado para nós mesmos e para o Planeta. Enxergava todos os seres humanos como câncer. E foi exatamente o que adquiri. E foi exatamente o que me matou. Tomem cuidado com a visão que têm do mundo! Ela pode voltar-se contra vocês, especialmente se for negativa. E eu tinha uma visão muito negativa do mundo.

Foi isso que me levou à morte.

Tentei vários métodos alternativos de cura, mas nada adiantou. Então decidi que o assunto ficaria apenas entre mim e Deus. Na verdade eu nunca havia encarado ou lidado com Deus antes, pois não era espiritualizado, mas comecei uma jornada de aprendizado sobre espiritualidade e curas alternativas, lendo tudo o que me caísse às mãos sobre o assunto, porque não queria ter uma surpresa quando chegasse do outro lado. Li sobre várias religiões e filosofias. Eram todas muito interessantes e todas vislumbravam a esperança de que havia alguma coisa do outro lado.


Eu era um artista liberal que fazia vitrais. Não possuía plano de saúde. Quando fiquei doente, todas as minhas economias esvaíram-se da noite para o dia em exames médicos. Enfrentei os médicos sem nenhum tipo de seguro. Como não queria que minha família ficasse financeiramente prejudicada, decidi lidar com o problema sozinho.

Eu não sofria de dores constantes, mas tinha desmaios ocasionais e, por isso, não tinha coragem de dirigir. Acabei num hospital e contratei uma enfermeira. Fui abençoado pela presença desse anjo, que me acompanhou na minha fase terminal. Vivi dezoito meses. Não quis tomar muitos remédios, para ficar o mais consciente possível, mas a dor era tanta que parecia ser a única coisa que eu tinha na consciência. Felizmente eu não tinha dores ininterruptas: elas vinham e ficavam por alguns dias de cada vez.

A LUZ DE DEUS

Eu me lembro de acordar um dia em casa por volta das 4:30 da manhã sabendo que era o fim. Aquele seria o dia da minha morte. Então chamei uns amigos para deles me despedir. Acordei minha enfermeira para informá-la do fato, porque nós tínhamos feito um acordo particular de que ela deixaria meu corpo morto sozinho por mais ou menos seis horas. Isso porque eu tinha lido que muitas coisas interessantes acontecem no momento da morte. Voltei a dormir. A próxima coisa de que me lembro é o começo de uma típica Experiência Quase-Morte.

Subitamente eu estava de pé e totalmente consciente, mas meu corpo jazia na cama. Tudo era escuro à minha volta. A experiência de estar fora do corpo parecia mais vívida do que as experiências normais do dia a dia. Era tão real que eu era capaz de ver cada cômodo, o telhado, o terreno em volta da casa e o que havia embaixo dela.

Uma luz brilhava. Virei-me para ela. Era uma luz semelhante àquela descrita por muitas outras pessoas que haviam passado pela Experiência Quase-Morte. Ela é magnífica. E tangível. É possível senti-la. É atrativa. Deseja-se caminhar para ela, da mesma forma que se deseja caminhar para os braços da mãe ou do pai ideal.

À medida que eu me movia em direção à Luz, senti intuitivamente que, se eu prosseguisse, estaria morto. Então, enquanto me conduzia para a Luz, eu disse:

“Por favor, espere um pouco, aguarde um segundo. Eu quero refletir; eu gostaria de conversar antes de ir”.
Para minha surpresa, a experiência foi interrompida naquele ponto. Conclui: é possível, sim, ter-se algum controle em uma Experiência Quase-Morte. Não é como um passeio na montanha-russa. Meu pedido foi atendido e pude entabular conversas com a Luz. A Luz não parava de se transmudar em figuras diferentes: Jesus, Buda, Krishna, mandalas, imagens arquetípicas e símbolos.


Perguntei:

“O que está acontecendo aqui? Por favor, Luz, esclareça-me. Eu quero saber a verdade sobre o que está acontecendo”.


Eu não sei que palavras usar aqui para descrever o que ocorreu, porque foi um fenômeno telepático. Mas a Luz respondeu. A mensagem que recebi foi de que as crenças de cada um dão forma ao tipo de retorno que se obtém da Luz. Se você for Budista ou Católico ou Fundamentalista, terá um feedback relacionado com o que você acredita. Existe a chance de reexaminar o que ocorre, mas a maioria das pessoas não o faz.


Enquanto a Luz se revelava para mim, dei-me conta de que o que eu via era a matriz do nosso Eu Superior. O que posso dizer é que tudo se transformou em uma matriz, uma mandala de almas humanas, e percebi que o que chamamos de Eu Superior em cada um de nós é na verdade uma matriz. E é também um canal condutor para a Fonte. Cada um de nós vem diretamente da Fonte. Todos temos um Eu Superior, ou uma parte além-alma, a qual se revelou para mim na sua forma energética mais verdadeira. A única forma que encontro para descrever a experiência é a de que há uma relação direta entre nosso Eu Superior e nossa Fonte. Estamos diretamente conectados com a Fonte.


A Luz estava me mostrando, então, a matriz do Eu Superior. E ficou bem claro para mim que todos os Eus Superiores estão conectados em um só ser, todos os humanos estão conectados em um único ser. Nós somos, na verdade, o mesmo ser, diferentes aspectos do mesmo ser, independentemente de religião. Esse foi o meu feedback. E vi essa mandala de seres humanos. Nunca vi nada mais bonito. Fui em direção a ela, e a experiência foi simplesmente magnífica. Era como se todo o amor que sempre se almejou estivesse ali, o amor que cura, que cicatriza e que regenera.


Eu pedia à Luz que continuasse explicando e fui entendendo a matriz do Eu Superior. Existe uma rede em volta do Planeta onde todos os Eus Superiores estão conectados. É como uma grande companhia, uma energia sutil próxima – pode–se dizer que se trata de um plano espiritual.
Após alguns minutos, pedi mais esclarecimentos. Eu realmente queria mais informações sobre o Universo, e naquele momento estava pronto para obtê-las.

Disse:

“Estou pronto, pode me levar”.


A Luz, nesse momento, transformou-se na coisa mais linda que já vi: uma mandala de almas humanas neste Planeta. E eu com a minha visão negativa sobre o que acontecia no Planeta!


Conforme pedia para que a Luz continuasse me esclarecendo, eu via nessa mandala a beleza de nossa essência. Nós somos a mais bonita criação. A alma humana, a matriz humana, da qual todos fazemos parte, é absolutamente fantástica, requintada, exótica, tudo. Não tenho palavras para expressar o quanto esse instante mudou o meu modo de ver o ser humano.

Exclamei:

“Oh, Deus, eu não sabia que éramos tão belos”.

Em qualquer nível, alto ou baixo, em qualquer forma que estejamos, somos a criação mais linda, sim. Fiquei atônito ao perceber que não existe nada de mal em nenhuma alma.

Perguntei:

“Como pode ser?”


E a resposta foi que nenhuma alma era má por natureza. As coisas terríveis que acontecem com as pessoas podem levá-las a fazer coisas ruins, mas a alma não é má. O que todas as pessoas buscam, o que as sustenta, é o amor – a Luz me disse. O que distorce as pessoas é a falta de amor.

As revelações vindas da Luz pareciam não ter fim, e então indaguei:

“Isso quer dizer que a raça humana será salva?”

E a Grande Luz falou, ao som do toque de trombetas acompanhado de uma chuva de luzes espiraladas:

-“Lembre-se – e nunca se esqueça – de que você salva, redime e cura a si mesmo. Você sempre pôde fazer isso e sempre poderá. Você foi criado com esse poder antes do começo do mundo”.

Naquele momento eu fui além. Entendi que NÓS JÁ FOMOS SALVOS, e nos salvamos porque fomos feitos para nos auto-corrigir, assim como o foi o resto do Universo de Deus. Essa é razão da segunda chance.

Agradeci à Luz de Deus de todo meu coração. E o que consegui dizer foram estas palavras simples de agradecimento pleno:

“Oh Deus amado, Universo querido, amado Ser Superior, eu amo a minha vida”.
A Luz parecia soprar em mim ainda mais profundamente. Era como se a Luz estivesse me absorvendo completamente. A Luz do amor é, até hoje, indescritível. Penetrei uma dimensão mais profunda e percebi algo muito, muito maior. Era um enorme fluxo de luz, vasto e completo, no meio do coração da vida.

E perguntei o que era. A Luz respondeu:

“Este é o RIO DA VIDA. Beba deste manancial para satisfazer seu coração”.
Assim fiz. Tomei um grande gole e depois mais um. Beber da própria vida?! Era o êxtase.


E então a Luz afirmou:

“Você deseja algo”!

A Luz sabia tudo sobre mim, passado, presente e futuro.

“Sim!” – eu sussurrei.

Pedi para ver o resto do Universo; além do nosso sistema solar, além de toda a ilusão humana. A Luz disse que eu poderia ir com o rio. E assim fiz. Fui levado pela Luz para o fim do túnel. Senti e ouvi uma série de estrondos muito suaves. Que enxurrada!


De repente, eu parecia estar sendo lançado para fora do Planeta nesse rio da vida. Vi a Terra voar para longe. O sistema solar, com todo seu esplendor, passou por mim a toda velocidade e desapareceu. Mais rápido que a velocidade da luz, voei pelo centro da Galáxia, absorvendo cada vez mais conhecimento. Aprendi que esta Galáxia, e todo o Universo, estão abarrotados das mais variadas espécies de VIDA. Vi muitos mundos. Uma boa notícia: não estamos sós neste Universo!

Conforme eu viajava por esse fluxo de consciência pelo centro da Galáxia, o fluxo se expandia em imponentes ondas fractais de energia. Passavam por mim super conglomerados de galáxias, com toda sua sabedoria ancestral. Primeiro pensei que eu estava me dirigindo para um determinado lugar, pensei que estava viajando. Depois, percebi que, à medida que o rio se expandia, era minha consciência que se expandia para abarcar tudo o que existia no Universo. Toda criação passou por mim. As cenas eram de uma beleza inimaginável! Eu me sentia uma criança maravilhada; um bebê no mundo da fantasia!

Parecia que tudo o que havia sido criado no Universo passava por mim voando e desaparecia num ponto de luz. Quase que imediatamente uma segunda luz surgiu. Ela vinha de todos os lados e era bem diferente: uma luz composta de mais do que todas as frequências no Universo.

Novamente senti e ouvi estrondos suaves. Minha consciência, ou meu ser, estava se expandindo para todo o universo holográfico e para além dele.


Conforme passava pela segunda Luz, eu me dei conta de que tinha transcendido a verdade. Vou tentar explicar melhor. Quando passei pela segunda luz, eu me expandi além do que havia me expandido na primeira luz. Encontrei-me num estado de profunda quietude, além de todo e qualquer silêncio. Pude ver ou perceber o ETERNO, o além do infinito. Eu estava no vazio. Eu estava na pré-criação, antes do Big Bang. Tinha ultrapassado o começo dos tempos – a primeira palavra – a primeira vibração. Eu estava no centro da criação. E senti como se estivesse tocando a face de Deus. Não foi um sentimento religioso. Simplesmente eu estava em harmonia com a vida absoluta e com a consciência.

Quando falo que pude ver ou perceber o Eterno, eu quero dizer que pude vivenciar toda criação se gerando. Não tinha começo nem fim. Esse pensamento desafia a mente, não acham? Os cientistas vêem o Big Bang como um evento único responsável pela criação do Universo. Eu vi que o Big Bang não é nada mais do que um em meio a um número infinito de Big Bangs que criam universos infinita e simultaneamente. Em termos humanos, as únicas imagens que chegam um pouco perto disso seriam aquelas criadas pelos supercomputadores que usam equações geométricas fractais.

Os povos ancestrais conheciam esse fenômeno. Eles diziam que a Mente de Deus criava universos novos periodicamente pela expiração e des-criava outros universos pela inspiração. Esses períodos, ou épocas, eram chamados de Yugas.

A ciência moderna denomina Big Bang. Eu estava na consciência pura e absoluta. Podia ver ou perceber todos os Big Bangs ou Yugas criando e des-criando a si próprios. Instantaneamente entrei neles todos simultaneamente. E vi que toda e qualquer parte da criação tem o poder de criar. É muito difícil tentar explicar isso. Eu ainda não tenho palavras.

Depois do meu regresso, fiquei anos assimilando a experiência do vazio. E o que eu posso dizer é que o vazio é ao mesmo tempo menos do que nada e mais do que tudo que existe. O vazio é o zero absoluto; é o caos formando todas as possibilidades. É a consciência absoluta, mais do que a inteligência universal.


Onde está o vazio? Eu sei. Está dentro e fora de tudo. Você, neste momento, enquanto está vivo, está sempre e ao mesmo tempo dentro e fora do vazio. Você não precisa ir para lugar nenhum nem precisa morrer para chegar lá. O vazio é o vácuo ou o nada entre todas as manifestações físicas. É o ESPAÇO entre os átomos e seus componentes. A ciência moderna estuda esse espaço entre tudo e o chama de PONTO ZERO. Sempre que tentam mensurá-lo, chegam à conclusão de que não têm instrumentos com escalas compatíveis – que seriam infinitas, por assim dizer. Eles não têm ainda meios de medir o infinito com precisão. Existe muito mais PONTO ZERO no nosso próprio corpo e no Universo do que em qualquer outra coisa!


O que os místicos chamam de vazio não é o vazio. Tem tanta energia que essa energia diferente foi capaz de criar tudo o que somos. Tudo desde o Big Bang é vibração, desde a primeira palavra, que foi a primeira vibração.

O bíblico “Eu Sou” na verdade tem um ponto de interrogação depois.

“Eu Sou? O que Eu Sou?”

Então, a criação é Deus explorando a Si Mesmo por todos os meios que se possa imaginar, numa contínua e infinita exploração de cada um de nós. Em cada fio de cabelo da nossa cabeça, em cada folha de árvore, em cada átomo, Deus está explorando a Si Mesmo, o grande “Eu Sou”. Comecei a enxergar que tudo o que é, literalmente, é o Self; é o seu Self, é o meu Self. Tudo é o grande Eu. É por isso que Deus sabe até mesmo quando uma folha cai. Isso é possível porque onde quer que você esteja, lá está o centro do Universo. Onde quer que qualquer átomo esteja, esse é o centro do universo. Existe Deus lá e Deus no vazio.

Enquanto explorava o vazio e todos os yugas ou criações, eu me encontrava totalmente fora do tempo e do espaço como os concebemos. E descobri, nesse estado expandido, que a criação é puramente consciência absoluta, ou Deus, vindo experimentar a vida como a conhecemos. O vazio em si é destituído de experiência. É pré-vida, antes da primeira vibração. A Mente de Deus é mais do que vida e morte. Portanto, existem muitas coisas além de vida e da morte para se experimentar no Universo!


Eu estava no vazio consciente de tudo o que já foi criado. Era como enxergar com os olhos de Deus. Eu tinha me tornado Deus. De repente, eu não era mais eu. A única coisa que posso dizer é que eu enxergava com os olhos de Deus. Subitamente soube o porquê de cada átomo e pude ver tudo.
O interessante foi que fui para o vazio e voltei com o entendimento de que Deus não está lá. Deus está aqui. Por isso a constante tentativa da raça humana de ir e achar Deus… Deus nos deu tudo, tudo está aqui. É aqui que está. E o que nós estamos vivendo agora é Deus explorando Deus em nós. As pessoas estão tão ocupadas tentando se tornar Deus que não entendem que nós já somos Deus e que Deus está se tornando nós. É exatamente disso que se trata.

Quando entendi, eu já estava satisfeito com o que havia obtido no vazio e queria retornar para esta criação ou yuga. Parecia que essa era a coisa mais natural a ser feita.

Então, de repente, voltei pela segunda Luz, ou o Big Bang, ouvindo mais alguns suaves estrondos. Voltei no fluxo da consciência passando por toda a criação.

Que viagem! Os super conglomerados de galáxias passavam por mim fornecendo-me mais insights. Atravessei o centro da nossa Galáxia, que é um buraco negro. Buracos negros são os grandes processadores ou recicladores do Universo. Sabe o que há do outro lado de um buraco negro? Nós. Nossa Galáxia, que é o reprocessamento de um outro universo.

Na sua configuração energética total, a Galáxia parecia uma fantástica cidade de luz. Toda energia deste lado do Big Bang é luz. Cada sub-átomo, átomo, estrela, planeta e até a própria consciência é feita de luz e tem uma frequência e/ou partícula. Luz é coisa viva. Tudo é feito de luz, até mesmo as pedras. Tudo está vivo. Tudo é feito da luz de Deus; tudo é muito inteligente.

A LUZ DE AMOR

Fui sendo levado pelo rio até que avistei uma Luz enorme vindo. Eu sabia que era a primeira Luz, a matriz luminosa do Eu Superior do nosso sistema solar. Depois o sistema solar inteiro apareceu na Luz, acompanhado por um daqueles estrondos suaves.

Vi que o sistema solar no qual vivemos é o nosso corpo maior. É o nosso corpo local. Somos muito maiores do que imaginamos. Vi que o sistema solar é o nosso corpo. Eu sou uma parte dele, e a Terra é essa grande criação que somos nós, e nós somos a parte dela que sabe que existe. Mas somos apenas parte dela. Não somos tudo. Somos a parte dela que sabe que é.

Pude vislumbrar toda a energia que este sistema solar gera. É um incrível espetáculo de luzes! Ouvi a música das esferas, nosso sistema solar, assim como todos os corpos celestes, gera uma matriz única de luz, som e energias vibracionais. Civilizações avançadas de outros sistemas estelares podem localizar, no Universo, a forma de vida que conhecemos, por vibração ou padrão matricial. É brincadeira de criança. A criança prodígio da Terra (o ser humano) está, agora, produzindo som em abundância, como se fossem crianças brincando no quintal do Universo.

Segui o fluxo do rio até o centro da Luz. Senti-me abraçado pela Luz que me levava novamente em sua respiração. E ouvi mais um suave estrondo.
Estava na grande Luz de amor com o rio da vida fluindo através de mim. E tenho que dizer de novo: trata-se da luz mais amorosa e mais isenta de julgamentos que existe. É o pai/mãe ideal para essa criança prodígio que é o ser humano.

“E agora?” – perguntei a mim mesmo.

A Luz explicou que não existe morte; somos seres imortais. Estamos vivos desde sempre. Compreendi que fazemos parte de um sistema vivo que se recicla eternamente. Ninguém me disse que eu tinha que voltar. Eu simplesmente sabia que voltaria. Era natural, a partir do que eu tinha visto.

Não sei mensurar em tempo humano quanto fiquei com a Luz. Mas chegou um momento em que percebi que todas as minhas perguntas tinham sido respondidas e que se aproximava o momento do meu retorno. E estou afirmando, sim, que todas as perguntas que eu tinha foram respondidas do lado de lá. Todas as minhas perguntas foram respondidas, sim. Cada ser humano tem sua vida, diferente das demais, e cada um possui questões para as quais quer resposta. Algumas de nossas perguntas são universais, mas cada um de nós explora isto a que chamamos vida de forma própria. E assim é com todas as formas de vida, das montanhas às folhas das árvores.

E isso é muito importante para o resto de nós neste Universo, porque tudo contribui para a Grande Figura, a totalidade da vida. Nós somos literalmente Deus explorando o Si Mesmo de Deus na dança infinita da vida. A peculiaridade de cada um contribui para toda a existência.

SEU RETORNO À TERRA

Enquanto eu retornava para o ciclo da vida, não passou pela minha mente – e ninguém me disse – que eu voltaria para o mesmo corpo. Mas não importava. Eu tinha total confiança na Luz e no processo da vida. Conforme o rio se fundiu com a grande Luz, eu pedi para nunca esquecer as revelações e as sensações que tinha experimentado do outro lado.

Ouvi um “sim”. Foi como um beijo na minha alma.

Então, fui reconduzido pela luz para a realidade vibratória. O processo inteiro se reverteu, com mais informações sendo passadas para mim. Voltei para casa aprendendo sobre os mecanismos da reencarnação. Obtinha respostas para todas aquelas pequenas perguntas:

“Como isso funciona? Como aquilo funciona?”

Eu sabia que reencarnaria.


A Terra é um grande processador de energia, e a consciência individual desenvolve-se no interior de cada um de nós a partir dela. Eu pensei em mim como humano pela primeira vez, e fiquei feliz em sê-lo. Depois de tudo o que vi, eu me sentiria feliz sendo um átomo no Universo. Um átomo. Imagine ser a parte humana de Deus? É a maior benção. É uma benção muito além da maior expectativa que se possa ter do que seja uma benção. Para cada um de nós, ser a parte humana dessa experiência é algo imponente, magnífico. Cada um de nós, independentemente de onde estivermos, com problemas ou não, é uma benção para o Planeta – exatamente ali onde estivermos.

Passei pelo processo de reencarnação esperando nascer um bebê em algum lugar. Mas, como eu estava recebendo ensinamentos sobre como a identidade individual e a consciência se desenvolve, reencarnei neste mesmo corpo. Fiquei muito surpreso quando abri os olhos. E não sei por quê. Eu já tinha entendido isso, mas ainda assim foi uma grande surpresa estar de volta neste corpo, no meu quarto, com alguém se debulhando em lágrimas por mim. Era minha enfermeira. Ela desistiu uma hora e meia após encontrar meu corpo. Ela tinha certeza de que eu estava morto; todos os sinais de morte estavam lá – meu corpo já estava ficando enrijecido. Não sabemos quanto tempo eu permaneci morto, mas sabemos que se passou uma hora e meia desde o momento em que fui encontrado. Ela tinha respeitado o meu desejo de deixar meu corpo recém-falecido a sós por algumas horas, o máximo que ela pudesse. Nós tínhamos em casa um estetoscópio ampliado e outros instrumentos de checagem das funções vitais do corpo. Ela pôde atestar que eu estava realmente morto.
Não foi uma Experiência Quase-Morte. Eu tive uma experiência de morte por, no mínimo, uma hora e meia. Ela encontrou meu corpo, auscultou, verificou a pressão arterial e o monitor cardíaco por uma hora e meia. Daí acordei e vi luz do lado de fora. Tentei levantar para ir até ela, mas caí da cama. A enfermeira ouviu o barulho, entrou correndo e me viu no chão.

Quando me recuperei, eu estava surpreso e ainda atônito com o que tinha acontecido comigo. No começo, eu não tinha lembrança da viagem que fiz. Eu continuava escorregando para fora deste mundo e perguntava: “será que estou vivo?”. Este mundo parecia mais um sonho do que o mundo do lado de lá.

Depois de três dias sentia-me normal e minha mente estava mais clara, mas era muito diferente do que jamais fora. As lembranças da viagem voltaram pouco tempo depois. Eu não via mais nada de errado com os seres humanos. Antes disso tudo, eu era muito crítico, achava que as pessoas eram problemáticas; na verdade, achava que todos eram problemáticos, menos eu. Essa parte agora estava esclarecida para mim.
Cerca de três meses depois, por sugestão de um amigo, submeti-me a exames. Eu me sentia muito bem e tinha medo de receber más notícias.
Lembro-me do médico na clínica olhando para os exames de antes e para os de depois dizendo:

“Bem, você não tem nada”.

Perguntei: “Verdade? É um milagre?”

Ele respondeu:

“Não, isso acontece. Chama-se remissão espontânea”.
Ele não parecia impressionado. Mas foi um milagre. Eu estava impressionado, mesmo se ninguém mais estivesse.

O QUE MELLEN-THOMAS BENEDICT APRENDEU

O mistério da vida tem muito pouco a ver com inteligência. O Universo não é mesmo um processo intelectual O intelecto ajuda; é brilhante, mas hoje em dia só processamos a vida com o intelecto, em vez de usar nosso coração, que é a parte mais sábia de nós.


O centro da Terra é um grande transmutador de energia, exatamente como se vê em imagens sobre o campo magnético da Terra. Esse é nosso ciclo, atraindo almas reencarnadas de volta para cumprir um novo ciclo. Um sinal de que se está atingindo o nível humano é quando começamos a desenvolver uma consciência individual. Os animais têm uma alma grupal e reencarnam em almas grupais. Um veado será um veado para sempre. Mas o fato de que uma criatura nasce um ser humano, não importa se um ser humano deformado ou um gênio, demonstra que esse ser está no caminho do desenvolvimento de uma consciência individual. Isso faz parte da consciência de grupo a qual chamamos humanidade.


Eu vi que as raças são aglomerados de personalidades. Nações como França, Alemanha e a China têm cada uma sua personalidade. Cidades têm personalidade, têm suas almas grupais que atraem determinadas pessoas. Famílias têm grupos de almas. A personalidade individual se desenvolve como ramificação de um fractal: a alma grupal se explora na nossa individualidade. As diferentes questões que cada um de nós tem são muito, muito importantes. Esta é a forma pela qual a Mente de Deus explora o Si Mesmo de Deus: por intermédio de você. Então, formule suas questões, realize suas pesquisas. Você encontrará o seu Eu e encontrará Deus neste Eu, porque só existe o Eu.

Mais do que isso, eu comecei a ver que cada um de nós humanos somos almas-gêmeas. Nós somos parte da mesma alma, que se fragmenta (fractaling) em diversas e criativas direções, mas ainda é a mesma alma.


Agora, quando olho para qualquer ser humano, vejo uma alma-gêmea, minha alma-gêmea, aquela por que sempre procurei. Além disso, a mais importante alma-gêmea que encontrará será você mesmo. Somos todos masculinos e femininos. Vivemos isso no útero e nos estágios de reencarnação. Se você está procurando pela sua alma-gêmea definitiva fora de você, pode ser que você não a encontre, ela não está lá. Assim como Deus não está “lá”. Deus está aqui. Não procure Deus fora. Procure Deus aqui. Olhe para o seu Eu. Comece a viver seu maior caso de amor: com você mesmo. A partir daí, você passará a amar tudo.
Eu fiz uma descida ao que chamariam de inferno, e foi muito surpreendente. Eu não encontrei Satã ou o mal. Minha descida ao inferno foi uma descida à miséria humana, à ignorância e à escuridão do não-saber dentro de cada um. Parecia uma eternidade de miséria. Mas cada uma dos milhões de almas a minha volta tinha uma pequena estrela de luz sempre disponível. E ninguém parecia prestar atenção a ela. Eles estavam consumidos por sua própria dor, trauma e miséria.

Após o que pareceu uma eternidade, eu comecei a buscar aquela Luz, como uma criança pedindo a ajuda dos pais. Então, a Luz se abriu formando um túnel que veio direto para mim e me isolou daquele medo e daquela dor, que é o verdadeiro inferno.


Então, nós estamos aqui aprendendo a dar as mãos e nos unir. As portas de saída do inferno estão abertas agora. Vamos nos unir, dar as mãos e sair do inferno juntos.


A Luz veio para mim e se transformou em um enorme anjo dourado.

Perguntei: “Você é o anjo da morte?”

Ele me fez entender que era minha alma superior, a matriz do meu Eu Superior, uma parte super-antiga do ser. E eu fui levado para a Luz.
Em breve, nossa ciência irá quantificar o espírito. Não será maravilhoso? Estão sendo inventados aparelhos sensíveis à energia sutil ou espiritual. Os físicos utilizam os aceleradores de partículas para esmagar átomos e ver do que são feitos. Eles chegaram nos quarks e no charm, e tudo mais. Bom, um dia eles chegarão àquilo que mantém tudo isso junto e serão obrigados a chamar isso de… Deus. Com os aceleradores de partículas, eles não apenas vêem o que está aqui, mas estão criando partículas. Graças a Deus, a maioria delas tem vida curta de milissegundos e nano segundos. Estamos apenas começando a entender que nós também criamos à medida que caminhamos.

Como vi a eternidade, vim para uma realidade na qual existe um ponto em que ultrapassamos todo o conhecimento e começamos a criar o próximo fractal, o próximo nível ou plano. Temos o poder de criar conforme vamos explorando. E isso é Deus expandindo seu Ser através de nós.

Desde meu retorno, venho experimentando a Luz espontaneamente, e aprendi a ir para aquele espaço quase que a qualquer momento durante a minha meditação. Cada um de vocês pode fazer isso. Não é preciso morrer para aprender. Somos equipados para isso.

O corpo é a luz mais maravilhosa que existe. O corpo é um universo de uma luz incrível. O Espírito não está nos forçando a dissolver o corpo. Não é isso que está acontecendo. Pare de tentar se tornar Deus; Deus está se tornando você. Aqui.
A mente é como uma criança correndo pelo Universo, fazendo exigências, pensando que criou o mundo.

Mas eu pergunto à mente: “O que a sua mãe tem a ver com isso?”

Esse é o próximo nível de consciência espiritual. Ah, minha mãe! De repente, você desiste do ego, porque você não é a única alma do Universo.

Uma das perguntas que fiz para a Luz foi:

-“O que é o céu?”

Eu ganhei de presente uma viagem por todos os céus que foram criados: os Nirvanas, os Campos da Fartura, todos. Eu passei por eles. São formas-pensamentos que nós criamos. Nós não vamos realmente para o céu; somos reprocessados. Mas seja o que for que criamos, deixamos uma parte de nós lá. É real, mas não é a alma toda.

Eu vi o céu cristão. Espera-se que seja um lugar lindo, onde você ficará diante de um trono, venerando eternamente. Eu tentei. É chato! É só isso que faremos? É infantil demais. Não tenho intenção de ofender ninguém, mas alguns céus são bem interessantes, e outros são muito chatos. Achei mais interessantes os céus dos povos ancestrais, como o dos índios norte-americanos, os Campos da Fartura. Os egípcios têm céus fantásticos. E assim por diante. Existem tantos deles… Em cada um deles existe um fractal que é a sua própria interpretação, a não ser que você faça parte do grupo de almas que acredita apenas no Deus daquela religião particular. Estamos muito juntos, no mesmo estádio de baseball. Mas mesmo assim, cada um é um pouco diferente. Essa é a parte sua que você deixa ali. Morte é vida, não é céu.

Eu perguntei a Deus: “Qual é a melhor religião do Planeta? Qual está certa?”

E a Mente de Deus disse, com muito amor: “Eu não me importo”.

Essas palavras foram uma graça. Significa que nós somos os seres que nos importamos.

Mas o Deus poderoso de todas as estrelas nos diz:

“Não importa qual religião você segue”.

Elas vêm e vão, elas mudam. O Budismo não existiu sempre, o Catolicismo não esteve aqui sempre. E todos estão prestes a ficar mais iluminados. Mais luz está vindo para todos os sistemas agora. Haverá uma reforma na espiritualidade que será tão dramática quanto a reforma protestante. Pessoas vão brigar tentando impor sua religião sobre as demais, acreditando que só a dela está certa.

Todo mundo pensa que é dono de Deus; as religiões e as filosofias, especialmente as religiões, porque elas formam grandes organizações em torno de sua filosofia. Quando Deus disse: “Eu não me importo”, entendi imediatamente que nós é que devemos nos importar. Nós somos os seres cuidadores. É importante porque importa para nós. O que temos é uma equação de energia na espiritualidade. Em última instância, para a Mente Poderosa de Deus não importa se você é Protestante, Budista, ou seja lá o que for. Essa é apenas uma faceta do todo. Eu adoraria que todas as religiões entendessem isso e deixassem os outros serem. Não se trata do fim das religiões. Trata-se do fato de que nós estamos falando do mesmo Deus. Viva e deixe viver. Cada um tem um ponto de vista diferente. E todos adicionam algo ao grande quadro; todos são importantes.


Eu fui para o outro lado cheio de medo do lixo tóxico, dos mísseis nucleares, da explosão demográfica, das florestas tropicais. E voltei amando cada problema. Amo a radioatividade. Amo aquela nuvem em forma de cogumelo, a mandala mais sagrada que nós manifestamos até agora como um arquétipo. Essa nuvem, mais do que qualquer religião ou filosofia na Terra, levou-nos, todos juntos, de repente para um outro nível de consciência. Saber que nós podemos explodir o planeta 50 ou 500 vezes nos fez finalmente perceber que estamos todos unidos neste momento. Por um período, mais e mais bombas têm que ser detonadas para que entendamos, até que possamos dizer: “Não precisamos mais disso”.
Neste momento estamos no mundo mais seguro que já existiu, e ele vai ficar ainda mais seguro. Então, eu voltei amando a radioatividade, porque ela nos uniu.

Essas coisas são grandiosas. Como Peter Russel diria, esses problemas de agora são do “tamanho da alma”. Nós temos respostas do tamanho da alma? SIM!

A devastação das florestas tropicais vai diminuir, e em cinquenta anos haverá mais árvores no Planeta, como há muito tempo não há. Se você gosta de ecologia, aproveite; você é aquela parte do sistema que está se tornando consciente. Vá com tudo, mas não fique deprimido. Isso é uma parte de um todo maior.

A Terra está num processo de domesticação dela mesma. E nunca mais será o lugar selvagem que foi no passado. Haverá lugares selvagens lindos, reservas onde a natureza vicejará. Jardins e reservas serão coisa do futuro. O aumento da população estará aproximando-se de um nível ótimo, suficiente para causar uma mudança de consciência. E essa mudança de consciência irá alterar política, dinheiro, energia.

O que acontece quando sonhamos? Somos seres multidimensionais. Podemos acessar outras dimensões nos sonhos lúcidos. Na verdade, este Universo é o sonho de Deus. Uma das coisas que eu vi é que os humanos são um grão no Planeta, o qual é um grão na Galáxia, que por sua vez é um grão. Os sistemas lá são gigantescos, e nós estamos em um tipo de sistema mediano. Mas seres humanos são legendários em todo o Cosmos da consciência. O pequenino ser humano da Terra/Gaia é legendário. Um dos motivos de sermos legendários é o fato de sonharmos. Somos sonhadores legendários. Na verdade, todo o Cosmos tem buscado o significado da vida, o significado de tudo. E foi o pequeno sonhador que veio com a melhor resposta de todas. Nós sonhamos e criamos isso. Sonhos são importantes.

Depois de morrer e voltar, eu realmente respeito a vida e a morte. Nas nossas experiências com o DNA, devemos ter aberto a porta de um grande segredo. Em breve, será possível viver o quanto quisermos viver neste corpo. Depois de viver uns 150 anos mais ou menos, existirá uma sensação intuitiva da alma que fará você querer mudar de canal. Viver para sempre em um corpo não é tão criativo quanto a reencarnação, não é tão criativo quanto transferir energia para este fantástico vórtice de energia em que estamos. Nós iremos, na verdade, ver a sabedoria da vida e da morte, e aproveitá-la.

Estamos vivos desde sempre. Este corpo que você está usando vive desde sempre. Ele vem do infindável fluxo da vida, e volta para o Big Bang e além. Este corpo dá vida à próxima vida, na energia densa e na sutil. Este corpo já vive desde sempre.


“Nós vamos nos unir, dar as mãos e sair do inferno juntos”.

Mellen-Thomas Benedict

(Tradução de Cris Boog)
(Retradução de Thais Helena Souza Maurmo)
Fonte: http://www.near-death.com/experience/reincarnation04.html

Jornada de mudança e transformação

Estamos todos em meio a uma jornada – uma jornada de mudança e de transformação. A jornada é um movimento em direção a totalidade, a perfeição e a união com aquela parte mais elevada de nós mesmos.

É uma jornada de cura! 

1 – A jornada requer tempo, 

2 – A jornada Implica o abandono do medo, 

3 – A jornada de transformação implica sofrimento, 

4 – Jamais desista, 

5 – A ajuda vem quando você mais precisa dela.

Cada pessoa nasce dentro de um conjunto único de circunstâncias, tudo o que acontece na sua vida acontece para o seu máximo proveito! 

É este o nosso desafio!

Energia Cósmica ou Imanente

por Wagner D. Borges

É o princípio vital que interpenetra e nutre a todas as coisas do Universo Interdimensional. É aparentemente onipresente e impessoal, permeando praticamente todos os planos de manifestação. Podemos, então, dizer que existe energia densa (etérica), astral (etérea), e mental. Einstein, na verdade, parece que partiu desse princípio quando demonstrou a substancial identidade entre a energia e a matéria, e a possibilidade de transformar uma em outra: a matéria é energia em estado de condensação; a energia é matéria em estado radiante.

A nomenclatura sobre a energia é bastante diversificada, variando de filosofia para filosofia.

Ex.: Luz Astral (Ocultimo), Prana (Yoga)Mana (Kahunas), Força Ódica (Barão Von Reichenbach), Energia Orgônica (Wilhelm Reich)Telesma (Hermes Trismegisto).

A palavra Energia é derivada do grego “Energes” (ativo) que, por sua vez, deriva de “Ergon” (obra). Logo, etimologicamente significa “Atividade”; “Movimento”.

A palavra Prana, como a energia é mais conhecida na Índia, pátria original do Yoga, é derivada do sânscrito “Pra” e de “An” (respirar, viver). Logo, etimologicamente significa “Sopro Vital”.

No Japão, a energia é conhecida como “Ki” (força vital).

Na China, é conhecida como “Chi” (força vital).

As energias que os seres vivos absorvem e metabolizam são oriundas de fontes variadas: o sol, o espaço infinito, o próprio planeta.

Não seja ansioso por nada

por: Luiz C. Kozlowski

Não seja ansioso por nada, nem para receber o Espírito Santo!

Apresenta sua petição a Deus, seja peça oração, seja pela súplica e,

Aguarde, espere e creia sem cobranças de si mesmo e de Deus a resposta.

Dados estes três passos, manifeste a sua fé. Imagine-se respondido. Dê graças a Deus, louve seu Nome, enfim mantenha-se em estado alegre de quem já recebeu o pedido.

Se você fizer sua parte, o Senhor Jesus fará a dele.

Qual o caminho para revelarmos a Luz ?

por (adaptação das Percepções Semanais / Centro de Estudos da Cabala) / vídeo por  Guilherme Contrucci no canal do youtube/guicontrucci

Aqui temos um pequeno exemplo para ajudá-lo a determinar sua compreensão relativa ao propósito de nossa existência e o caminho para revelar a Luz. Imagine então a seguinte cena: sobre a mesa de um escritório estão R$ 100.000,00 em dinheiro vivo. 

Cenário 1: Uma pessoa passa e vê o dinheiro. Ela verifica se há alguém por perto. Então embolsa o dinheiro e escapa como um bandido. 

Cenário 2: Uma pessoa passa e vê o dinheiro. Ela começa a tremer, cheia de medo ante a perspectiva até de tocar no dinheiro, o qual ela deseja, mas tem medo de ser pega. Deixa o dinheiro onde está e voa do prédio como um coelho assustado.

Cenário 3: Uma pessoa passa e vê o dinheiro. Ela verifica se alguém está olhando. Então ela embolsa o dinheiro e começa a fugir. Aí ela para. Tortura-se por um momento. Então decide não fazer aquilo. Recoloca o dinheiro sobre a mesa. 

Cenário 4: Uma pessoa passa e vê o dinheiro. Pega o dinheiro imediatamente, guarda dentro de uma pasta, tranca a pasta e a leva para as autoridades da segurança. Deixa um bilhete sobre a mesa do escritório dizendo que se alguém perdeu uma soma grande de dinheiro, pode ligar para ele. Se a pessoa for capaz de identificar a soma, ele virá com as chaves da pasta e acompanhará a pessoa até a polícia para devolver o dinheiro.

Qual pessoa revela mais Luz para si mesma e para o nosso mundo? 

Com base nos ensinamentos da Cabala vamos examinar de forma breve cada cenário para encontrar a resposta.

Cenário 1: a pessoa é governada pela sua reatividade e natureza instintiva do desejo de Receber para si mesma, que diz a ela para pegar o dinheiro e correr. Ela simplesmente reage ao seu desejo de ficar com o dinheiro para si. Comportamento reativo não produz Luz. 

Cenário 2: neste caso a pessoa também está meramente reagindo ao medo de ser pega e ao seu instinto natural de ficar amedrontada até com a idéia de roubar algum dinheiro. Deixa o edifício com a mesma natureza com que entrou. Não produz nenhuma Luz.

Cenário 3: essa pessoa inicialmente reage ao seu desejo de pegar o dinheiro. Mas então ela para a reação. Ela a elimina. Indo então, contra todo seu instinto inicial, ele transforma sua natureza e nesse instante devolve o dinheiro. Sua transformação de reativa para proativa revela a medida de Luz espiritual apropriada.

Cenário 4: esta pessoa já está num estado mentalmente proativo em relação a roubar o dinheiro de alguém. Nenhuma mudança de natureza ocorreu. Ela continua a mesma pessoa que era quando entrou na sala pela primeira vez. Seu comportamento, neste caso, não produziu Luz. É claro que essa pessoa ainda pode revelar Luz nesse caso, se após devolver o dinheiro ela não reagir ao seu ego o qual agora diz a ela que pessoa fantástica e honesta ela é. Espiritualmente falando, ela precisa entender que não fez favor nenhum a ninguém, mas a si mesma, criando uma situação de parar sua reação de se orgulhar e ao invés disso, ser mais humilde e agradecer a oportunidade que teve de se comportar bem espiritualmente.

O mais importante a entender é que tudo isso não tem nada a ver com princípios morais, éticos ou altruístas. Isso tem a ver com você – com o que é bom para você, com o que gera Luz espiritual para você. Gostou da publicação? Compartilhe com o mundo:)0 

Cinco tesouros que possuímos e que podemos compartilhar com outras pessoas

Transmitido pelo mestre Luiz Kowsloski

Virtudes a serem cultivadas: Amor, Compaixão, Cuidar

Uma vez, um homem muito pobre veio a Buda. Ele perguntou:

– Por que eu sou tão pobre?

Buda respondeu:

– Você é pobre porque não pratica generosidade. Você não pratica caridade!

O homem perguntou:

– Mas como posso praticar caridade, se não tenho nada para dar? 

Buda respondeu: 

– Você tem cinco tesouros que você pode compartilhar com outras pessoas!

Primeiro, você tem seu rosto. 

Você pode compartilhar seu sorriso com os outros. É de graça!

E tem um impacto incrível e duradouro nos outros!

Segundo, você tem os seus olhos. 

Você pode olhar para os outros com os olhos cheios de amor e carinho!

Genuinamente você pode impactar milhões de pessoas!

Faça com que se sintam muito bem!

Terceiro, você tem a sua boca. 

Com essa boca, você pode dizer coisas boas para os outros. Fale o bem!

Faça com que se sintam valorizados!

Espalhe alegria e positividade.

Então, você terá um coração amável!

Quarto, com seu coração amoroso, 

você pode desejar felicidade aos outros!

Faça os outros sentirem um monte de emoções. Toque em suas vidas!

O último tesouro que você possui é o seu corpo físico! 

Com esse corpo, você pode fazer muitas coisas boas para os outros!

Ajude as pessoas que precisam!

Ajuda não é apenas com dinheiro.

Um pequeno gesto de carinho pode iluminar muitas vidas!

Lembre-se de que a Verdadeira Riqueza é aquilo que ninguém pode tirar de você!

E aumenta conforme você a entrega!

Decreto para o Equilíbrio Financeiro

Decreto para o Equilíbrio Financeiro

Fonte: Vialuz

transmitido pelo mestre Luiz Kozlowski

Em nome de Toda Poderosa presença de Deus EU SOU e em nome da Fraternidade Crística  de Shamballa,  nós invocamos todos os Grandes Seres, Poderes e Legiões da Luz relacionados com a estabilidade econômica em todo o planeta Terra. 

VINDE AGORA! VINDE AGORA! VINDE AGORA! 

Amados Arcanjo Miguel e Elohim Astréa e purificai, purificai, purificai todo o dinheiro,e todas as instituições , todos os complexos financeiros, todas as atividades relacionadas  com a estrutura econômica do Mundo. 

Removei as causas, núcleos, registros e efeitos de todo o mau uso do dinheiro praticado desde os tempos remotos, bem como a energia  mal-qualificada em padrões de troca. 

Amado Mestre ascencionado Saint Germain e Arcanjo Zadquiel, penetrai e saturai essas estruturas financeiras com a Mais Poderosa  Atividade do FOGO VIOLETA jamais conhecida. 

Amada Deusa Mãe Vesta, colocai  todo o controle  do sistema financeiro-econômico nas mãos daqueles que servem à Luz (repetir três vezes). Dissolvei, dissolvei , dissolvei todo mau uso da energia relacionada com o dinheiro por intermédio do Fogo Sagrado! 

EU SOU o sábio uso do dinheiro e sua energia por todos os servidores da Luz que recebem  estes benefícios  não só para seu uso, mas  para toda a humanidade. 

Amado Anjo da Restauração, restaurai agora o Plano Divino do Equilíbrio Harmonioso da distribuição da Abundância para que flua a nós e a todos  o ilimitado Suprimento do Universo. 

Com gratidão, aceitamos tudo isso precipitado de acordo com a ORDEM DIVINA  e com a SAGRADA VONTADE DE DEUS EU SOU.