Os 4 Tipos de Julgamento

Por: Guilherme Armando Contrucci

Huberto Rohden (1893 – 1981) dizia que o julgamento é uma atitude daqueles que carregam consigo muitas frustrações existenciais, o mal da humanidade. Nas escrituras dos cristãos, quem julga o próximo, está condenando a si próprio; pois quem julga o outro acaba fazendo coisa pior.

É certo que, de algum modo, o julgamento está presente em nossas vidas, muitas vezes o fazemos sem perceber, achando que estamos apenas avaliando um fato ou alguém mas que, a rigor, é a mesma coisa.

Interessante notar parecer um padrão que o julgamento se dê por quatro razões claras e distintas. Essas razões não são um manual ou uma receita, são apenas impressões da vida real, e também visões de pessoas notáveis, como por exemplo o Dr. Lair Ribeiro.

Somos julgados, então, nessas quatro situações:

1 – O que fazemos,

2 – Como nos apresentamos,

3 – O que falamos, e

4 – Como falamos aquilo que falamos.

Sempre que estamos conhecendo alguém, seja no âmbito profissional ou pessoal, é fato que a primeira (ou segunda ) pergunta que nos fazem é justamente: “o que você faz?” Seja qual for a sua atividade, o julgamento está presente. Se a pessoa é, por exemplo, um coveiro ou um astronauta, um advogado ou um catador de lixos, o julgamento está presente. É claro que não menciono aqui as questões subjetivas, ou seja, um coveiro pode ser mais digno ou feliz do que o astronauta do exemplo. Mas o julgamento existe.

Como nos apresentamos é o segundo tipo de julgamento. Por exemplo, se a pessoa é um vendedor de uma loja de automóveis e está trajando um smoking, ele causará estranheza em todos – está bem vestido, elegante, mas inadequadamente com a sua atividade ou com o local. E assim se dão os julgamentos, quando o tema são as aparências.

Aquilo que falamos, a nossa comunicação verbal (falada ou escrita), é o terceiro tópico dos julgamentos. Nossas visões e valores são colocados à prova na medida em que nos expressamos, revelando como pensamos ou vemos a vida como um todo. A comunicação digital, essa tecnologia que deu um salto de qualidade e mudou o comportamento das pessoas e empresas, está revelando os valores e visões de mundo das pessoas. Antes, aquilo que se falava em bares ou roda de amigos, atualmente é conhecido por milhões de pessoas em todo planeta. Sempre cito o professor Conrado Adolpho (Google Marketing) que diz: “O que entra na internet nunca mais sai”. Portanto, cautela é bom antes de publicar qualquer pensamento.

E o quarto ponto, para mim o mais importante, é “como falamos aquilo que falamos (ou escrevemos)”. A responsabilidade pela boa comunicação é sempre do emissor, tenha isso em mente. Expressões como “você não está entendendo” pode ser substituída por “vou explicar melhor”, por exemplo. Trata-se, nesse caso, de uma comunicação assertiva e terapêutica. Podemos falar qualquer coisa de várias maneiras, sem contar o repertório do emissor, o meio e a forma. O objetivo deve ser alcançado (assertividade) seja para o bem ou para o mal.

Portanto, comecemos a dar mais atenção na forma como falamos aquilo que pretendemos comunicar. O mestre Aryeh diz: “O Sutil domina o Denso”.

Transtornos de Ansiedade, Estresse e Depressão: Como Identificar e Tratar?

Por: Guilherme Armando Contrucci

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), os transtornos mentais atingem cerca de 700 milhões de pessoas no mundo, representando 13% do total de todas as doenças. Um relatório de 2017 da entidade apontava o Brasil como o país com a maior prevalência de transtornos de ansiedade nas Américas: o problema afetava 9,3% da população, o equivalente a 18,6 milhões de pessoas.

Pesquisa do instituto Ipsos, encomendada pelo Fórum Econômico Mundial (cedida à BBC News Brasil), aponta que 53% dos brasileiros declararam que seu bem-estar mental piorou um pouco ou muito no último ano. Essa porcentagem só é maior em quatro países: Itália (54%), Hungria (56%), Chile (56%) e Turquia (61%).

“A gente já havia percebido isso em outra pesquisa global que fizemos em março do ano passado, quando 41% dos brasileiros relatavam ter sintomas como ansiedade, insônia ou depressão já por consequência da pandemia”, diz à BBC News Brasil Helena Junqueira, gerente de pesquisas digitais do Ipsos.

Em meio à devastação causada pela covid-19 no país e a necessidade de isolamento social, “a percepção é de que a saúde mental das pessoas está piorando, e além disso o tema se tornou mais discutido recentemente. É um assunto mais presente”, prossegue Junqueira.

O que são os TADs?

Mas é importante também entender o que são os transtornos de ansiedade e depressão, conhecidos na literatura médica como TADs, independente dos números acima apresentados. Os diagnósticos, os medicamentos ofertados cada vez mais através da poderosa indústria farmacêutica, as psicoterapias e outros tratamentos também devem ser observados.

Falo muito para meus pacientes que “você não vai morrer disso!”. Essa frase, causa um conforto, às vezes um espanto, alguns dão risada, mas trata-se de uma informação que a patologia tem cura na maioria dos casos. Mesmo porque, quem somos nós, humanos, que podemos determinar se alguém vai morrer ou não, ou quando isso vai acontecer?

Segundo o Dr. Breno Serson, “É antiga a discussão sobre o que é melhor – se a farmacoterapia ou psicoterapia”. Sabemos que os efeitos dos remédios são mais rápidos, mas também sabemos que os remédios não curam – como o próprio nome diz, remediam.

As depressões constituem os TADs mais significativos, as pessoas passam por processos depressivos pelo menos uma vez na vida. Instala-se o que chamamos de “humor depressivo”, ou seja, falta de vontade, energia, prazer, etc. Também se manifestam ideias negativas, sono perturbado, falta de apetite, dentre outros sintomas. Mas a depressão não pode ser entendida como ansiedade, são patologias distintas e bem definidas, cujos tratamentos são diferentes. Entretanto, pode-se encontrar estados de ansiedade (ansiedade geralmente grave) nos casos de depressão e vice-versa – mas, como escrevi, são coisas diferentes.

Reforça o Dr. Serson que ” Os sintomas isolados não são a doenças, valoriza-se um conjunto isolado de sintomas e sinais que se encaixam dentro de um quadro conhecido, configurando uma síndrome”. Diz ainda que “Já que uma mesma síndrome pode ser causada por várias doenças, deve-se excluir as causas corporais e de uso de substâncias para se chegar ao diagnóstico de TAD.”

Nas depressões, portanto, podem aparecer crises de ansiedade, somatização, sintomas do tipo TOC (transtorno obsessivo-compulsivo), culpa, falta de sentido na vida, pensamentos sabotadores repetitivos, falta de estímulo para o trabalho, falta de interesse sexual, além das dores físicas generalizadas.

Todos nós somos potenciais para desenvolver os TADs

Todos nós podemos ter graus de abatimento diante da realidade da vida, falo para meus pacientes que “a vida não é um parque de diversões, podemos até tentar transformá-la, mas ela é desafiadora e cheias de perigos”. A questão é a duração, intensidade e como nos comportamos diante dos abalos e turbulências. Dependendo desses fatores, podemos diagnosticar alguém com TADs moderado ou grave, mas também a ausência de TADs.

Veja o gráfico abaixo:

Os fatores biológicos / genéticos e os fatores ambientais / pontuais (eventos específicos) são determinantes para o diagnóstico de TADs. Pessoas com fatores biológicos podem desenvolver as patologias simplesmente se contaminadas por fatores ambientais. Mas também aqueles que não trazem consigo os fatores biológicos, podem desenvolver TADs com eventos pontuais, como a perda de um ente querido, por exemplo.

É muito importante que o terapeuta identifique se o diagnóstico é uma patologia dentro do grupo dos TADs, e, se não for o caso, deve-se mostrar que o paciente tem que vivenciar as suas perdas, sem torná-las problemas médicos.

A ética médica deve acolher os pacientes de forma humana e sincera. O terapeuta, antes de qualquer proposta de ajuda, deve criar um ambiente e uma relação empática com o paciente, na qual ambos sintam-se aptos a cocriar as soluções. O simples fato de ouvir, entender e validar as queixas já tem efeito terapêutico, pois o paciente também “se ouve” e assim começa a reconhecer as suas feridas, medos e limitações.

É um processo que chamo de ganha-ganha!

Considerar-se os aspetos físicos e mentais, e também os aspectos metafísicos é um bom início para a jornada de cura!

Saúde e Paz!

O Prana e a Mente

por: Guilherme Armando Contrucci

O prana identifica-se e está intimamente ligado com a própria vida. Sem ele nada existe nada se mexe nada vive e nada respira. Pode-se dizer que o viver é prana e que a vida é prana.

Conhecer os mistérios do prana é conhecer os mistérios da vida. A palavra sânscrita prana significa energia primordial: prana  é “antes” e ana é “sopro’ ou a energia da respiração, vida.

As duas grandes forças cósmicas que são a causa da manifestação na antiga doutrina da criação, a saber Purusha e Prakriti são, na verdade, as energias não-manifesta e energia manifesta, ou seja, o prana.

Segundo Atreya, um dos principais segredos do prana é o cultivo de uma forte comunhão com essa energia. Quando você é amigo de alguém, ajuda o seu amigo. Essa é a definição de amizade. O prano será seu amigo se você deixar que ele o seja, adotando a atitude correta. Essa atitude correta é tradicionamente chamada de devoção.

Os sábios indianos sabiam que todas as funções do corpo eram desenvolvidas por 5 tipos de energia vital (prána-váyus), todos estes são conhecidos genericamente como prána, mas a acepção do termo aqui refere-se ao particular: prána, apána, samána, udána, e vyána. Estes são aspectos específicos de uma só força cósmica vital.

No pránáyáma, o prána-vayu é ativado pela inspiração, e o apána-vayu pela expiração. O udána-vayu eleva a energia a partir da base da coluna até ao cérebro. O vyána-vayu funciona essencialmente como o meio pelo qual o prána e o apána transferem energia de um para o outro, escreve Ricardo Viegas.

O Prána move-se na região toráxica e controla a respiração, absorve a energia atmosférica vital. É o “ar que se move para frente ou para dentro”.

Apána move-se no baixo ventre e controla a excreção de urina, sémen e fezes. “É o ar que desce”.

Samána atiça o fogo interno, favorecendo a digestão, e mantendo harmoniosamente as funções dos órgãos abdominais. Integra a totalidade do corpo denso humano. “É o ar que compensa ou equilibra”.

Udána trabalha através da garganta, na laringe e faringe, controla as cordas vocais, a absorção de ar e de comida. “É o ar que sobe”.

Vyána pervade todo o corpo, distribuindo a energia derivada da comida e da respiração através das artérias, veias e nervos. “É o ar impregnante ou exteriorizante”.

Por essa razão, que vem do conhecimento milenar indiano, se faz necessário cautela e sabedoria no trato com o corpo físico de outrem, no tocantes as terapias manuais. quando o terapeuta conhece e compreende a ciência do “prana”, ele pode traduzir em benefício do tratamento terapêutico de seus pacientes. Suas mãos e corpo passam a se tornar veículos condutores do “prana”; terapeuta e paciente cocriam as soluções e a cura das patologias físicas e emocionais.

A Metafísica do Aprendizado

por Guilherme Armando Contrucci

Os modelos de aprendizagem convencionais, os quais se baseiam em processos de ensino – aprendizagem, levam em consideração as capacidades cognitivas, a disciplina, o esforço e também o entusiasmo do aprendiz. Técnicas e ciências como a PNL e o Coaching mostram também que é possível trabalhar-se as mentes para que os resultados desejados sejam alcançados.

Gosto muito de um outro caminho, integrativo, complementar (não é alternativo) que utiliza a sutileza dos campos não-físicos ou convencionais, mas sim os campos denominados metafísicos.

Nesse sentido, um modelo para se adquirir sabedoria pode ser descrito da seguinte maneira:

  • Por Reflexão,
  • Por Imitação e
  • Por Provação.

O caminho mais fácil e suave é o modelo por “provação”. Nesse modelo, a pessoa faz tentativas cometendo erros e acertos, ou seja, uma espécie de laboratório de aprendizagem. Entretanto, as experiências dolorosas podem ser traumatizantes em muitos casos, mesmo sabendo que fazem parte da nossa jornada de vida.

O caminho intermediário é o modelo por “imitação”, no qual usamos as nossas percepções sensoriais para observarmos os exemplos de sucesso, que podem ou não ser imitados / copiados e que refletem em bons resultados via de regra. Casos de frustrações acontecem quando se considera árdua e dispendiosa a tarefa de imitar, chamada de modelagem.

O caminho mais difícil, porém, mais nobre e engrandecedor é o modelo por “reflexão”. Esse modelo leva em consideração a busca pelo auto conhecimento e pelo renascimento, exige que novos padrões de comportamento e pensamentos sejam instalados na mente e no coração do indivíduo e, sobretudo, proporciona felicidade e auto reconhecimento.

A escolha do modelo é exclusivamente uma decisão individual.

O tempo de sonhar oferece oportunidades poderosas

por: Guilherme Armando Contrucci

A maioria dos modelos teóricos usa os princípios básicos da análise de sonhos da mesma maneira: uma pessoa em terapia relaciona um sonho com o terapeuta, a discussão e o processamento se seguem, e novas informações são extraídas do sonho. Na conclusão do processo, o terapeuta pode ajudar a pessoa a aplicar as novas informações de maneira útil. Embora essas semelhanças existam, cada modelo de terapia aplica a análise do sonho de maneiras diferentes.

Na teoria psicanalítica, baseada no vasto trabalho deixado por Sigmund Freud (1856-1939), os sonhos representam a realização de desejos, desejos inconscientes e conflitos. Os sonhos contêm conteúdo manifesto e latente. Conteúdo manifesto inclui informações do sonho como o sonhador lembra. O conteúdo latente representa o significado simbólico reprimido inserido no sonho. Durante a análise dos sonhos, a pessoa em terapia compartilha o conteúdo manifesto do sonho com o terapeuta. Depois que símbolos específicos são extraídos do conteúdo manifesto, o terapeuta utiliza associação livre para facilitar a exploração do material reprimido.

Entretanto, numa visão holística, da quarta-dimensão (que a psiquiatria, a psicologia e a psicanálise não abordam), posso dizer numa visão metafísica, o tempo de sonhar oferece oportunidades poderosas. É um campo onde potencial, passado e futuro são mantidos na mesma matriz do momento presente. Se tal construção for estranha para você, expanda sua mente e considere a possibilidade de que você poderia ajudar a sonhar com a existência de uma realidade diferente. Entre no mistério onde a realidade é realmente criada.

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Ao se tornar um sonhador consciente, você pode ajudar a literalmente criar uma nova realidade para si mesmo, bem como contribuir para o sonho maior que está surgindo. Ao focar nesta criação, seus pensamentos e intenções são projetados em velocidades super luminais através da rede da grade de cristal que abrange os universos. Este campo energético semeia, apoia e capacita a criação de uma realidade que se desdobra.

Em certo ponto, quando um limiar crítico de energia foi focalizado em uma intenção clara, como a paz mundial, as construções subjacentes da realidade mudam e uma nova realidade começa a se infiltrar na experiência humana. Não se engane: grandes mudanças são semeadas por sonhadores conscientes que entendem e sabem que estão co-criando o sonho maior.

Entre outras coisas, o campo de sonho trará à tona suas polaridades psicológicas e questões centrais. Essas são as construções de crenças que você aprende com a sociedade e a experiência, como gostos e desgostos, valores e atitudes. Você atrai naturalmente a situação que promete integração, mas por meio do condicionamento e do comportamento habitual, você pode escolher compensar, permanecendo em um padrão fixo para proteger sua posição. Essa escolha criará apenas um alívio momentâneo, porque as questões continuarão sendo recuadas para serem integradas. Assim, você pode frequentemente descobrir que tudo o que está bloqueado ou oculto se manifesta em sua consciência por meio de um sonho, um sintoma corporal ou um relacionamento. Frequentemente, você pode resistir ao novo e ao desconhecido. Você pode evitar ultrapassar seu “limite de crescimento”, porque isso pode exigir uma mudança em suas estruturas de crenças subjacentes. Ainda assim, um crescimento profundo é possível trabalhando com este material carregado. Seguindo-o na escuridão, você traz para o campo de sonho a luz que o levará à totalidade e à realização.

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Ao trabalhar com a borda de crescimento em seu campo de sonhos, muitas vezes é importante catalisar energia suficiente para libertar a estagnação e os padrões fixos. Seguindo ou ampliando o sentimento, sua percepção aumentada levará à raiz do problema que foi separado da consciência. Escondidos nos canais não utilizados de sua percepção estão pistas para o mistério que irá integrar e liberar o padrão restritivo.

Existem muitos sistemas para trabalhar com imagens de sonhos, desde o sonho junguiano até o xamanismo. Uma maneira simples é olhar para um sonho como se você fosse cada aspecto dele. Decretar ou “tornar-se” várias partes do sonho, por sua vez, trazendo o material inconsciente à consciência consciente. Escrever, tonificar, dançar e rabiscos podem ajudar a integrar suas imagens inconscientes dos sonhos.

Se você tem dificuldade em lembrar seus sonhos, um procedimento útil é definir um despertador por uma hora mais cedo do que o horário normal de vigília. Depois que o alarme tocar, conscientemente volte a dormir, focando no seu processo de sonho. Então, quando você acordar, grave ou explore em um diário o que você recebeu (deixe o diário ou o caderno ao lado da cama, ou do lugar que dorme). Peça orientação para ser revelada em seus sonhos. Muitas vezes a última imagem que você recebe oferece uma metáfora chave que pode guiá-lo.

Colaboração: OPAS / Ariel Spilsbury & Michael Bryner

A fenda escura da via láctea

por Guilherme Armando Contrucci

No livro “Código Maia” de Barbara Hand Clow o editor diz na página do verso que trata-se de uma profunda investigação sobre como o tempo e a consciência estão acelerando, oferecendo-nos uma nova compreensão a respeito do Universo, conforme nos aproximamos do fim do Calendário Maia. Valendo-se da pesquisa de Carl Johan Calleman, assim como das ideias de outros estudiosos do Calendário Maia, Barbara Hand Clow examina 16,4 bilhões de anos de evolução para decifrar os padrões criadores da Terra – a Mente Mundial. Esses padrões elevados chegam ao apogeu em 2011, e, durante 2012, influências astrológicas importantes serão um incentivo para que alcancemos a unicidade e nos iluminemos. O Código Maia demonstra como os ciclos do tempo do Calendário coincidem com períodos fundamentais dos bancos de informações evolutivas da Terra e da Via Láctea. Essas etapas da evolução estão convergindo durante o estágio final do Calendário, o período entre 1999 e 2011. A guerra e a territorialidade, a administração de recursos e a separação da natureza são partes de acontecimentos diários que devemos enfrentar durante esses anos poucos e breves, prova da espiral do tempo que se estreita e que vivenciamos como uma aceleração do tempo. A renomada autora recomenda que a nossa própria cura pessoal seja o fator mais importante conforme nos preparamos para esse salto drástico na evolução humana – agora chamado de despertar da Mente Mundial.

Barbara Hand Clow, conta no capítulo primeiro da sua obra “Código Maia” que realizando mais observações, dos astrônomos izapenses conseguiram notar que as Plêiades não só se movimentavam precessão, como também se aproximavam do Zênit em Izapa. O lugar que nunca se deslocava, entretanto, era a Fenda Escura da via Láctea, indicada pela flecha de sagitário e pela cauda de Escorpião. Algum xamãs teriam viajado mentalmente até essa região e então devem ter percebido inversões do tempo no buraco negro, assim como o surgimento de novas estrelas. O Centro Galáctico é os centro Divino da terra! A partir das perspectiva terrena, ele é a única região fixa no céu, que também apresenta uma energia impressionante.

O eixo da Terra inclina-se a 23,5 graus conforme realiza a órbita ao redor do Sol, o que provoca o movimento solar no horizonte durante as estações. Entretanto, a região onde o sol aparece as constelações está sempre mudando por precessão.

O plano do sistema solar, conhecido como eclíptico, divide o plano galáctico em um ângulo de 60 graus, que podemos enxergar da Terra quando a extremidade da Galáxia é visível, à medida que os planetas e o Sol atravessam o plano eclíptico. Isso é um admirável cruzeiro inclinado no céu quando visto dos trópicos, onde fico durante alguns meses todos os anos. Os ângulos de 60 graus são os seis ângulos da famosa estrela de Davi, e acredito que essa bela estrela seja um símbolo galáctico.

Há dois mil anos, os izapenses notaram que o Sol do solstício de inverno que se elevava se aproximava do seu centro sagrado, o Centro Galáctico em Sagitário. Seu Deus, o Sol, origem de toda a vida na Terra, estava próximo do seu centro cósmico. Em seguida, de acordo com Jenkins, ao calcular a precessão, os izapenses concluíram que o Sol de Solstício de Inverno, que se elevava, uniria-se ao Centro Galáctico nos próximos dois mil anos, aproximadamente. Isso era muito evidente para eles, como podemos conferir na ilustração adaptada de Maya Cosmogenesis 2012. Os cálculos precessionais dos antigos astrônomos esperam em muito precisos. Os mais não se constituem exceção à regra. Jenkins postula que, quando perceberam que essa conjunção aconteceria em dois mil anos, os izapenses usaram seu próprio sistema numérico ( Tzolkin) para elaborar a longa Contagem, com base nessa data final. Acredito também que eles tinham alguma percepção sobre a época do seu surgimento, e esse entendimento de início e fim da História lhes proporcionou revelações surpreendentes.

……Uma vez que os maias começaram a elaborar a Longa Contagem, registraram períodos de monólitos usando datas da Longa Contagem. Porém, eslas estavam no meio do Calendário. Eles planejaram um calendário com a data final de 2012, que recua 5.125 anos, época em que surgiram neste ciclo. Não é espantoso? A Longa Contagem abrange a origem, o desenvolvimento e o término dos Maias em um espaço de tempo de 5.125 anos.

Já que muitas outras civilizações complexas apareceram no mesmo período que os Maias, é provável que tanto o Calendário como a data final da Longa Contagem tem um consequências globais. Por quê? O que isso significaria para todos nós? É possível imaginar por que algumas pesquisadores quase me enlouqueceram tentando descobrir isso? Bem, como veremos quando refletir sobre o que John Calleman tem a dizer, podemos utilizar essa data final para o período evolutivo da Terra e 16,4 bilhões de anos, chegando ao ponto culminante em 2011
.

Isto nos leva a crer que muitas civilizações do passado detinham também um grande conhecimento científico e tecnológico, um tanto quanto místico uma vez que não possuíam instrumentos complexos como temos no século XXI. Mesmo assim, não podemos negar que houve conhecimento tão ou mais inovador que os tempos modernos.

Experiência quase-morte de Mellen-Thomas Benedict

Portal Casa Índigo

Guilherme Armando Contrucci

Muitas histórias falam a respeito da vida após a morte, post mortem do latim, o que mostra a maior de todas as dúvidas da humanidade. Essa dúvida – o que acontece após a morte, bem como outros dilemas (felicidade, frustração, propósito de vida) são, na minha opinião os grandes mistérios da natureza humana e cósmica.

O texto a seguir publicado, mostra a experiência de um artista que sobreviveu a uma experiência de quase-morte em 1982. Mellen Benedict (2 de Março, 1949 – 31 de Março, 2017) permaneceu morto por mais de uma hora e meia após ter morrido de câncer. Na hora de sua morte ele saiu do corpo e foi para a luz.

Conforme estudiosos do portal Casa Índigo (www.casa-indigo.com), ele estava curioso a respeito do universo, e foi levado pra longe, para as profundezas remotas da existência e além, para o vazio energético do nada que existe por detrás do Big Bang. Durante a sua experiência, ele absorveu uma quantidade enorme de informações sobre a reencarnação. Por causa da sua experiência de quase-morte, ele trouxe de volta descobertas científicas. O Sr. Benedict tem estado profundamente envolvido com os mecanismos de comunicação celular e pesquisas sobre o relacionamento entre a luz e a vida que se chama Biologia Quântica.

Ainda segundo o portal, o Sr. Benedict descobriu que as células vivas respondem muito rapidamente à estimulação de luz, e isto resulta entre outras coisas, numa cura de alta velocidade. Ele é um pesquisador, inventor e palestrante, que tem seis patentes nos Estados Unidos.

Vale a leitura da publicação.

Saúde e Paz.

Guilherme Contrucci


O CAMINHO DA MORTE

Em 1982 morri vítima de um câncer terminal. A doença era inoperável e todos os tipos de quimioterapia que tentavam faziam com que eu me tornasse mais e mais parecido com um vegetal. O prognóstico era de que eu viveria de seis a oito meses. Nos anos 70, eu tinha sido aquele tipo de pessoa faminta por novas informações e, à medida que os anos foram passando, fui me sentindo cada vez mais impotente diante da crise nuclear, da crise ecológica e outros problemas do tipo. Por não ter uma base espiritual, acreditava que a natureza havia cometido um engano e que nós humanos provavelmente éramos um organismo cancerígeno para o Planeta. Não via saída para os problemas que tínhamos criado para nós mesmos e para o Planeta. Enxergava todos os seres humanos como câncer. E foi exatamente o que adquiri. E foi exatamente o que me matou. Tomem cuidado com a visão que têm do mundo! Ela pode voltar-se contra vocês, especialmente se for negativa. E eu tinha uma visão muito negativa do mundo.

Foi isso que me levou à morte.

Tentei vários métodos alternativos de cura, mas nada adiantou. Então decidi que o assunto ficaria apenas entre mim e Deus. Na verdade eu nunca havia encarado ou lidado com Deus antes, pois não era espiritualizado, mas comecei uma jornada de aprendizado sobre espiritualidade e curas alternativas, lendo tudo o que me caísse às mãos sobre o assunto, porque não queria ter uma surpresa quando chegasse do outro lado. Li sobre várias religiões e filosofias. Eram todas muito interessantes e todas vislumbravam a esperança de que havia alguma coisa do outro lado.


Eu era um artista liberal que fazia vitrais. Não possuía plano de saúde. Quando fiquei doente, todas as minhas economias esvaíram-se da noite para o dia em exames médicos. Enfrentei os médicos sem nenhum tipo de seguro. Como não queria que minha família ficasse financeiramente prejudicada, decidi lidar com o problema sozinho.

Eu não sofria de dores constantes, mas tinha desmaios ocasionais e, por isso, não tinha coragem de dirigir. Acabei num hospital e contratei uma enfermeira. Fui abençoado pela presença desse anjo, que me acompanhou na minha fase terminal. Vivi dezoito meses. Não quis tomar muitos remédios, para ficar o mais consciente possível, mas a dor era tanta que parecia ser a única coisa que eu tinha na consciência. Felizmente eu não tinha dores ininterruptas: elas vinham e ficavam por alguns dias de cada vez.

A LUZ DE DEUS

Eu me lembro de acordar um dia em casa por volta das 4:30 da manhã sabendo que era o fim. Aquele seria o dia da minha morte. Então chamei uns amigos para deles me despedir. Acordei minha enfermeira para informá-la do fato, porque nós tínhamos feito um acordo particular de que ela deixaria meu corpo morto sozinho por mais ou menos seis horas. Isso porque eu tinha lido que muitas coisas interessantes acontecem no momento da morte. Voltei a dormir. A próxima coisa de que me lembro é o começo de uma típica Experiência Quase-Morte.

Subitamente eu estava de pé e totalmente consciente, mas meu corpo jazia na cama. Tudo era escuro à minha volta. A experiência de estar fora do corpo parecia mais vívida do que as experiências normais do dia a dia. Era tão real que eu era capaz de ver cada cômodo, o telhado, o terreno em volta da casa e o que havia embaixo dela.

Uma luz brilhava. Virei-me para ela. Era uma luz semelhante àquela descrita por muitas outras pessoas que haviam passado pela Experiência Quase-Morte. Ela é magnífica. E tangível. É possível senti-la. É atrativa. Deseja-se caminhar para ela, da mesma forma que se deseja caminhar para os braços da mãe ou do pai ideal.

À medida que eu me movia em direção à Luz, senti intuitivamente que, se eu prosseguisse, estaria morto. Então, enquanto me conduzia para a Luz, eu disse:

“Por favor, espere um pouco, aguarde um segundo. Eu quero refletir; eu gostaria de conversar antes de ir”.
Para minha surpresa, a experiência foi interrompida naquele ponto. Conclui: é possível, sim, ter-se algum controle em uma Experiência Quase-Morte. Não é como um passeio na montanha-russa. Meu pedido foi atendido e pude entabular conversas com a Luz. A Luz não parava de se transmudar em figuras diferentes: Jesus, Buda, Krishna, mandalas, imagens arquetípicas e símbolos.


Perguntei:

“O que está acontecendo aqui? Por favor, Luz, esclareça-me. Eu quero saber a verdade sobre o que está acontecendo”.


Eu não sei que palavras usar aqui para descrever o que ocorreu, porque foi um fenômeno telepático. Mas a Luz respondeu. A mensagem que recebi foi de que as crenças de cada um dão forma ao tipo de retorno que se obtém da Luz. Se você for Budista ou Católico ou Fundamentalista, terá um feedback relacionado com o que você acredita. Existe a chance de reexaminar o que ocorre, mas a maioria das pessoas não o faz.


Enquanto a Luz se revelava para mim, dei-me conta de que o que eu via era a matriz do nosso Eu Superior. O que posso dizer é que tudo se transformou em uma matriz, uma mandala de almas humanas, e percebi que o que chamamos de Eu Superior em cada um de nós é na verdade uma matriz. E é também um canal condutor para a Fonte. Cada um de nós vem diretamente da Fonte. Todos temos um Eu Superior, ou uma parte além-alma, a qual se revelou para mim na sua forma energética mais verdadeira. A única forma que encontro para descrever a experiência é a de que há uma relação direta entre nosso Eu Superior e nossa Fonte. Estamos diretamente conectados com a Fonte.


A Luz estava me mostrando, então, a matriz do Eu Superior. E ficou bem claro para mim que todos os Eus Superiores estão conectados em um só ser, todos os humanos estão conectados em um único ser. Nós somos, na verdade, o mesmo ser, diferentes aspectos do mesmo ser, independentemente de religião. Esse foi o meu feedback. E vi essa mandala de seres humanos. Nunca vi nada mais bonito. Fui em direção a ela, e a experiência foi simplesmente magnífica. Era como se todo o amor que sempre se almejou estivesse ali, o amor que cura, que cicatriza e que regenera.


Eu pedia à Luz que continuasse explicando e fui entendendo a matriz do Eu Superior. Existe uma rede em volta do Planeta onde todos os Eus Superiores estão conectados. É como uma grande companhia, uma energia sutil próxima – pode–se dizer que se trata de um plano espiritual.
Após alguns minutos, pedi mais esclarecimentos. Eu realmente queria mais informações sobre o Universo, e naquele momento estava pronto para obtê-las.

Disse:

“Estou pronto, pode me levar”.


A Luz, nesse momento, transformou-se na coisa mais linda que já vi: uma mandala de almas humanas neste Planeta. E eu com a minha visão negativa sobre o que acontecia no Planeta!


Conforme pedia para que a Luz continuasse me esclarecendo, eu via nessa mandala a beleza de nossa essência. Nós somos a mais bonita criação. A alma humana, a matriz humana, da qual todos fazemos parte, é absolutamente fantástica, requintada, exótica, tudo. Não tenho palavras para expressar o quanto esse instante mudou o meu modo de ver o ser humano.

Exclamei:

“Oh, Deus, eu não sabia que éramos tão belos”.

Em qualquer nível, alto ou baixo, em qualquer forma que estejamos, somos a criação mais linda, sim. Fiquei atônito ao perceber que não existe nada de mal em nenhuma alma.

Perguntei:

“Como pode ser?”


E a resposta foi que nenhuma alma era má por natureza. As coisas terríveis que acontecem com as pessoas podem levá-las a fazer coisas ruins, mas a alma não é má. O que todas as pessoas buscam, o que as sustenta, é o amor – a Luz me disse. O que distorce as pessoas é a falta de amor.

As revelações vindas da Luz pareciam não ter fim, e então indaguei:

“Isso quer dizer que a raça humana será salva?”

E a Grande Luz falou, ao som do toque de trombetas acompanhado de uma chuva de luzes espiraladas:

-“Lembre-se – e nunca se esqueça – de que você salva, redime e cura a si mesmo. Você sempre pôde fazer isso e sempre poderá. Você foi criado com esse poder antes do começo do mundo”.

Naquele momento eu fui além. Entendi que NÓS JÁ FOMOS SALVOS, e nos salvamos porque fomos feitos para nos auto-corrigir, assim como o foi o resto do Universo de Deus. Essa é razão da segunda chance.

Agradeci à Luz de Deus de todo meu coração. E o que consegui dizer foram estas palavras simples de agradecimento pleno:

“Oh Deus amado, Universo querido, amado Ser Superior, eu amo a minha vida”.
A Luz parecia soprar em mim ainda mais profundamente. Era como se a Luz estivesse me absorvendo completamente. A Luz do amor é, até hoje, indescritível. Penetrei uma dimensão mais profunda e percebi algo muito, muito maior. Era um enorme fluxo de luz, vasto e completo, no meio do coração da vida.

E perguntei o que era. A Luz respondeu:

“Este é o RIO DA VIDA. Beba deste manancial para satisfazer seu coração”.
Assim fiz. Tomei um grande gole e depois mais um. Beber da própria vida?! Era o êxtase.


E então a Luz afirmou:

“Você deseja algo”!

A Luz sabia tudo sobre mim, passado, presente e futuro.

“Sim!” – eu sussurrei.

Pedi para ver o resto do Universo; além do nosso sistema solar, além de toda a ilusão humana. A Luz disse que eu poderia ir com o rio. E assim fiz. Fui levado pela Luz para o fim do túnel. Senti e ouvi uma série de estrondos muito suaves. Que enxurrada!


De repente, eu parecia estar sendo lançado para fora do Planeta nesse rio da vida. Vi a Terra voar para longe. O sistema solar, com todo seu esplendor, passou por mim a toda velocidade e desapareceu. Mais rápido que a velocidade da luz, voei pelo centro da Galáxia, absorvendo cada vez mais conhecimento. Aprendi que esta Galáxia, e todo o Universo, estão abarrotados das mais variadas espécies de VIDA. Vi muitos mundos. Uma boa notícia: não estamos sós neste Universo!

Conforme eu viajava por esse fluxo de consciência pelo centro da Galáxia, o fluxo se expandia em imponentes ondas fractais de energia. Passavam por mim super conglomerados de galáxias, com toda sua sabedoria ancestral. Primeiro pensei que eu estava me dirigindo para um determinado lugar, pensei que estava viajando. Depois, percebi que, à medida que o rio se expandia, era minha consciência que se expandia para abarcar tudo o que existia no Universo. Toda criação passou por mim. As cenas eram de uma beleza inimaginável! Eu me sentia uma criança maravilhada; um bebê no mundo da fantasia!

Parecia que tudo o que havia sido criado no Universo passava por mim voando e desaparecia num ponto de luz. Quase que imediatamente uma segunda luz surgiu. Ela vinha de todos os lados e era bem diferente: uma luz composta de mais do que todas as frequências no Universo.

Novamente senti e ouvi estrondos suaves. Minha consciência, ou meu ser, estava se expandindo para todo o universo holográfico e para além dele.


Conforme passava pela segunda Luz, eu me dei conta de que tinha transcendido a verdade. Vou tentar explicar melhor. Quando passei pela segunda luz, eu me expandi além do que havia me expandido na primeira luz. Encontrei-me num estado de profunda quietude, além de todo e qualquer silêncio. Pude ver ou perceber o ETERNO, o além do infinito. Eu estava no vazio. Eu estava na pré-criação, antes do Big Bang. Tinha ultrapassado o começo dos tempos – a primeira palavra – a primeira vibração. Eu estava no centro da criação. E senti como se estivesse tocando a face de Deus. Não foi um sentimento religioso. Simplesmente eu estava em harmonia com a vida absoluta e com a consciência.

Quando falo que pude ver ou perceber o Eterno, eu quero dizer que pude vivenciar toda criação se gerando. Não tinha começo nem fim. Esse pensamento desafia a mente, não acham? Os cientistas vêem o Big Bang como um evento único responsável pela criação do Universo. Eu vi que o Big Bang não é nada mais do que um em meio a um número infinito de Big Bangs que criam universos infinita e simultaneamente. Em termos humanos, as únicas imagens que chegam um pouco perto disso seriam aquelas criadas pelos supercomputadores que usam equações geométricas fractais.

Os povos ancestrais conheciam esse fenômeno. Eles diziam que a Mente de Deus criava universos novos periodicamente pela expiração e des-criava outros universos pela inspiração. Esses períodos, ou épocas, eram chamados de Yugas.

A ciência moderna denomina Big Bang. Eu estava na consciência pura e absoluta. Podia ver ou perceber todos os Big Bangs ou Yugas criando e des-criando a si próprios. Instantaneamente entrei neles todos simultaneamente. E vi que toda e qualquer parte da criação tem o poder de criar. É muito difícil tentar explicar isso. Eu ainda não tenho palavras.

Depois do meu regresso, fiquei anos assimilando a experiência do vazio. E o que eu posso dizer é que o vazio é ao mesmo tempo menos do que nada e mais do que tudo que existe. O vazio é o zero absoluto; é o caos formando todas as possibilidades. É a consciência absoluta, mais do que a inteligência universal.


Onde está o vazio? Eu sei. Está dentro e fora de tudo. Você, neste momento, enquanto está vivo, está sempre e ao mesmo tempo dentro e fora do vazio. Você não precisa ir para lugar nenhum nem precisa morrer para chegar lá. O vazio é o vácuo ou o nada entre todas as manifestações físicas. É o ESPAÇO entre os átomos e seus componentes. A ciência moderna estuda esse espaço entre tudo e o chama de PONTO ZERO. Sempre que tentam mensurá-lo, chegam à conclusão de que não têm instrumentos com escalas compatíveis – que seriam infinitas, por assim dizer. Eles não têm ainda meios de medir o infinito com precisão. Existe muito mais PONTO ZERO no nosso próprio corpo e no Universo do que em qualquer outra coisa!


O que os místicos chamam de vazio não é o vazio. Tem tanta energia que essa energia diferente foi capaz de criar tudo o que somos. Tudo desde o Big Bang é vibração, desde a primeira palavra, que foi a primeira vibração.

O bíblico “Eu Sou” na verdade tem um ponto de interrogação depois.

“Eu Sou? O que Eu Sou?”

Então, a criação é Deus explorando a Si Mesmo por todos os meios que se possa imaginar, numa contínua e infinita exploração de cada um de nós. Em cada fio de cabelo da nossa cabeça, em cada folha de árvore, em cada átomo, Deus está explorando a Si Mesmo, o grande “Eu Sou”. Comecei a enxergar que tudo o que é, literalmente, é o Self; é o seu Self, é o meu Self. Tudo é o grande Eu. É por isso que Deus sabe até mesmo quando uma folha cai. Isso é possível porque onde quer que você esteja, lá está o centro do Universo. Onde quer que qualquer átomo esteja, esse é o centro do universo. Existe Deus lá e Deus no vazio.

Enquanto explorava o vazio e todos os yugas ou criações, eu me encontrava totalmente fora do tempo e do espaço como os concebemos. E descobri, nesse estado expandido, que a criação é puramente consciência absoluta, ou Deus, vindo experimentar a vida como a conhecemos. O vazio em si é destituído de experiência. É pré-vida, antes da primeira vibração. A Mente de Deus é mais do que vida e morte. Portanto, existem muitas coisas além de vida e da morte para se experimentar no Universo!


Eu estava no vazio consciente de tudo o que já foi criado. Era como enxergar com os olhos de Deus. Eu tinha me tornado Deus. De repente, eu não era mais eu. A única coisa que posso dizer é que eu enxergava com os olhos de Deus. Subitamente soube o porquê de cada átomo e pude ver tudo.
O interessante foi que fui para o vazio e voltei com o entendimento de que Deus não está lá. Deus está aqui. Por isso a constante tentativa da raça humana de ir e achar Deus… Deus nos deu tudo, tudo está aqui. É aqui que está. E o que nós estamos vivendo agora é Deus explorando Deus em nós. As pessoas estão tão ocupadas tentando se tornar Deus que não entendem que nós já somos Deus e que Deus está se tornando nós. É exatamente disso que se trata.

Quando entendi, eu já estava satisfeito com o que havia obtido no vazio e queria retornar para esta criação ou yuga. Parecia que essa era a coisa mais natural a ser feita.

Então, de repente, voltei pela segunda Luz, ou o Big Bang, ouvindo mais alguns suaves estrondos. Voltei no fluxo da consciência passando por toda a criação.

Que viagem! Os super conglomerados de galáxias passavam por mim fornecendo-me mais insights. Atravessei o centro da nossa Galáxia, que é um buraco negro. Buracos negros são os grandes processadores ou recicladores do Universo. Sabe o que há do outro lado de um buraco negro? Nós. Nossa Galáxia, que é o reprocessamento de um outro universo.

Na sua configuração energética total, a Galáxia parecia uma fantástica cidade de luz. Toda energia deste lado do Big Bang é luz. Cada sub-átomo, átomo, estrela, planeta e até a própria consciência é feita de luz e tem uma frequência e/ou partícula. Luz é coisa viva. Tudo é feito de luz, até mesmo as pedras. Tudo está vivo. Tudo é feito da luz de Deus; tudo é muito inteligente.

A LUZ DE AMOR

Fui sendo levado pelo rio até que avistei uma Luz enorme vindo. Eu sabia que era a primeira Luz, a matriz luminosa do Eu Superior do nosso sistema solar. Depois o sistema solar inteiro apareceu na Luz, acompanhado por um daqueles estrondos suaves.

Vi que o sistema solar no qual vivemos é o nosso corpo maior. É o nosso corpo local. Somos muito maiores do que imaginamos. Vi que o sistema solar é o nosso corpo. Eu sou uma parte dele, e a Terra é essa grande criação que somos nós, e nós somos a parte dela que sabe que existe. Mas somos apenas parte dela. Não somos tudo. Somos a parte dela que sabe que é.

Pude vislumbrar toda a energia que este sistema solar gera. É um incrível espetáculo de luzes! Ouvi a música das esferas, nosso sistema solar, assim como todos os corpos celestes, gera uma matriz única de luz, som e energias vibracionais. Civilizações avançadas de outros sistemas estelares podem localizar, no Universo, a forma de vida que conhecemos, por vibração ou padrão matricial. É brincadeira de criança. A criança prodígio da Terra (o ser humano) está, agora, produzindo som em abundância, como se fossem crianças brincando no quintal do Universo.

Segui o fluxo do rio até o centro da Luz. Senti-me abraçado pela Luz que me levava novamente em sua respiração. E ouvi mais um suave estrondo.
Estava na grande Luz de amor com o rio da vida fluindo através de mim. E tenho que dizer de novo: trata-se da luz mais amorosa e mais isenta de julgamentos que existe. É o pai/mãe ideal para essa criança prodígio que é o ser humano.

“E agora?” – perguntei a mim mesmo.

A Luz explicou que não existe morte; somos seres imortais. Estamos vivos desde sempre. Compreendi que fazemos parte de um sistema vivo que se recicla eternamente. Ninguém me disse que eu tinha que voltar. Eu simplesmente sabia que voltaria. Era natural, a partir do que eu tinha visto.

Não sei mensurar em tempo humano quanto fiquei com a Luz. Mas chegou um momento em que percebi que todas as minhas perguntas tinham sido respondidas e que se aproximava o momento do meu retorno. E estou afirmando, sim, que todas as perguntas que eu tinha foram respondidas do lado de lá. Todas as minhas perguntas foram respondidas, sim. Cada ser humano tem sua vida, diferente das demais, e cada um possui questões para as quais quer resposta. Algumas de nossas perguntas são universais, mas cada um de nós explora isto a que chamamos vida de forma própria. E assim é com todas as formas de vida, das montanhas às folhas das árvores.

E isso é muito importante para o resto de nós neste Universo, porque tudo contribui para a Grande Figura, a totalidade da vida. Nós somos literalmente Deus explorando o Si Mesmo de Deus na dança infinita da vida. A peculiaridade de cada um contribui para toda a existência.

SEU RETORNO À TERRA

Enquanto eu retornava para o ciclo da vida, não passou pela minha mente – e ninguém me disse – que eu voltaria para o mesmo corpo. Mas não importava. Eu tinha total confiança na Luz e no processo da vida. Conforme o rio se fundiu com a grande Luz, eu pedi para nunca esquecer as revelações e as sensações que tinha experimentado do outro lado.

Ouvi um “sim”. Foi como um beijo na minha alma.

Então, fui reconduzido pela luz para a realidade vibratória. O processo inteiro se reverteu, com mais informações sendo passadas para mim. Voltei para casa aprendendo sobre os mecanismos da reencarnação. Obtinha respostas para todas aquelas pequenas perguntas:

“Como isso funciona? Como aquilo funciona?”

Eu sabia que reencarnaria.


A Terra é um grande processador de energia, e a consciência individual desenvolve-se no interior de cada um de nós a partir dela. Eu pensei em mim como humano pela primeira vez, e fiquei feliz em sê-lo. Depois de tudo o que vi, eu me sentiria feliz sendo um átomo no Universo. Um átomo. Imagine ser a parte humana de Deus? É a maior benção. É uma benção muito além da maior expectativa que se possa ter do que seja uma benção. Para cada um de nós, ser a parte humana dessa experiência é algo imponente, magnífico. Cada um de nós, independentemente de onde estivermos, com problemas ou não, é uma benção para o Planeta – exatamente ali onde estivermos.

Passei pelo processo de reencarnação esperando nascer um bebê em algum lugar. Mas, como eu estava recebendo ensinamentos sobre como a identidade individual e a consciência se desenvolve, reencarnei neste mesmo corpo. Fiquei muito surpreso quando abri os olhos. E não sei por quê. Eu já tinha entendido isso, mas ainda assim foi uma grande surpresa estar de volta neste corpo, no meu quarto, com alguém se debulhando em lágrimas por mim. Era minha enfermeira. Ela desistiu uma hora e meia após encontrar meu corpo. Ela tinha certeza de que eu estava morto; todos os sinais de morte estavam lá – meu corpo já estava ficando enrijecido. Não sabemos quanto tempo eu permaneci morto, mas sabemos que se passou uma hora e meia desde o momento em que fui encontrado. Ela tinha respeitado o meu desejo de deixar meu corpo recém-falecido a sós por algumas horas, o máximo que ela pudesse. Nós tínhamos em casa um estetoscópio ampliado e outros instrumentos de checagem das funções vitais do corpo. Ela pôde atestar que eu estava realmente morto.
Não foi uma Experiência Quase-Morte. Eu tive uma experiência de morte por, no mínimo, uma hora e meia. Ela encontrou meu corpo, auscultou, verificou a pressão arterial e o monitor cardíaco por uma hora e meia. Daí acordei e vi luz do lado de fora. Tentei levantar para ir até ela, mas caí da cama. A enfermeira ouviu o barulho, entrou correndo e me viu no chão.

Quando me recuperei, eu estava surpreso e ainda atônito com o que tinha acontecido comigo. No começo, eu não tinha lembrança da viagem que fiz. Eu continuava escorregando para fora deste mundo e perguntava: “será que estou vivo?”. Este mundo parecia mais um sonho do que o mundo do lado de lá.

Depois de três dias sentia-me normal e minha mente estava mais clara, mas era muito diferente do que jamais fora. As lembranças da viagem voltaram pouco tempo depois. Eu não via mais nada de errado com os seres humanos. Antes disso tudo, eu era muito crítico, achava que as pessoas eram problemáticas; na verdade, achava que todos eram problemáticos, menos eu. Essa parte agora estava esclarecida para mim.
Cerca de três meses depois, por sugestão de um amigo, submeti-me a exames. Eu me sentia muito bem e tinha medo de receber más notícias.
Lembro-me do médico na clínica olhando para os exames de antes e para os de depois dizendo:

“Bem, você não tem nada”.

Perguntei: “Verdade? É um milagre?”

Ele respondeu:

“Não, isso acontece. Chama-se remissão espontânea”.
Ele não parecia impressionado. Mas foi um milagre. Eu estava impressionado, mesmo se ninguém mais estivesse.

O QUE MELLEN-THOMAS BENEDICT APRENDEU

O mistério da vida tem muito pouco a ver com inteligência. O Universo não é mesmo um processo intelectual O intelecto ajuda; é brilhante, mas hoje em dia só processamos a vida com o intelecto, em vez de usar nosso coração, que é a parte mais sábia de nós.


O centro da Terra é um grande transmutador de energia, exatamente como se vê em imagens sobre o campo magnético da Terra. Esse é nosso ciclo, atraindo almas reencarnadas de volta para cumprir um novo ciclo. Um sinal de que se está atingindo o nível humano é quando começamos a desenvolver uma consciência individual. Os animais têm uma alma grupal e reencarnam em almas grupais. Um veado será um veado para sempre. Mas o fato de que uma criatura nasce um ser humano, não importa se um ser humano deformado ou um gênio, demonstra que esse ser está no caminho do desenvolvimento de uma consciência individual. Isso faz parte da consciência de grupo a qual chamamos humanidade.


Eu vi que as raças são aglomerados de personalidades. Nações como França, Alemanha e a China têm cada uma sua personalidade. Cidades têm personalidade, têm suas almas grupais que atraem determinadas pessoas. Famílias têm grupos de almas. A personalidade individual se desenvolve como ramificação de um fractal: a alma grupal se explora na nossa individualidade. As diferentes questões que cada um de nós tem são muito, muito importantes. Esta é a forma pela qual a Mente de Deus explora o Si Mesmo de Deus: por intermédio de você. Então, formule suas questões, realize suas pesquisas. Você encontrará o seu Eu e encontrará Deus neste Eu, porque só existe o Eu.

Mais do que isso, eu comecei a ver que cada um de nós humanos somos almas-gêmeas. Nós somos parte da mesma alma, que se fragmenta (fractaling) em diversas e criativas direções, mas ainda é a mesma alma.


Agora, quando olho para qualquer ser humano, vejo uma alma-gêmea, minha alma-gêmea, aquela por que sempre procurei. Além disso, a mais importante alma-gêmea que encontrará será você mesmo. Somos todos masculinos e femininos. Vivemos isso no útero e nos estágios de reencarnação. Se você está procurando pela sua alma-gêmea definitiva fora de você, pode ser que você não a encontre, ela não está lá. Assim como Deus não está “lá”. Deus está aqui. Não procure Deus fora. Procure Deus aqui. Olhe para o seu Eu. Comece a viver seu maior caso de amor: com você mesmo. A partir daí, você passará a amar tudo.
Eu fiz uma descida ao que chamariam de inferno, e foi muito surpreendente. Eu não encontrei Satã ou o mal. Minha descida ao inferno foi uma descida à miséria humana, à ignorância e à escuridão do não-saber dentro de cada um. Parecia uma eternidade de miséria. Mas cada uma dos milhões de almas a minha volta tinha uma pequena estrela de luz sempre disponível. E ninguém parecia prestar atenção a ela. Eles estavam consumidos por sua própria dor, trauma e miséria.

Após o que pareceu uma eternidade, eu comecei a buscar aquela Luz, como uma criança pedindo a ajuda dos pais. Então, a Luz se abriu formando um túnel que veio direto para mim e me isolou daquele medo e daquela dor, que é o verdadeiro inferno.


Então, nós estamos aqui aprendendo a dar as mãos e nos unir. As portas de saída do inferno estão abertas agora. Vamos nos unir, dar as mãos e sair do inferno juntos.


A Luz veio para mim e se transformou em um enorme anjo dourado.

Perguntei: “Você é o anjo da morte?”

Ele me fez entender que era minha alma superior, a matriz do meu Eu Superior, uma parte super-antiga do ser. E eu fui levado para a Luz.
Em breve, nossa ciência irá quantificar o espírito. Não será maravilhoso? Estão sendo inventados aparelhos sensíveis à energia sutil ou espiritual. Os físicos utilizam os aceleradores de partículas para esmagar átomos e ver do que são feitos. Eles chegaram nos quarks e no charm, e tudo mais. Bom, um dia eles chegarão àquilo que mantém tudo isso junto e serão obrigados a chamar isso de… Deus. Com os aceleradores de partículas, eles não apenas vêem o que está aqui, mas estão criando partículas. Graças a Deus, a maioria delas tem vida curta de milissegundos e nano segundos. Estamos apenas começando a entender que nós também criamos à medida que caminhamos.

Como vi a eternidade, vim para uma realidade na qual existe um ponto em que ultrapassamos todo o conhecimento e começamos a criar o próximo fractal, o próximo nível ou plano. Temos o poder de criar conforme vamos explorando. E isso é Deus expandindo seu Ser através de nós.

Desde meu retorno, venho experimentando a Luz espontaneamente, e aprendi a ir para aquele espaço quase que a qualquer momento durante a minha meditação. Cada um de vocês pode fazer isso. Não é preciso morrer para aprender. Somos equipados para isso.

O corpo é a luz mais maravilhosa que existe. O corpo é um universo de uma luz incrível. O Espírito não está nos forçando a dissolver o corpo. Não é isso que está acontecendo. Pare de tentar se tornar Deus; Deus está se tornando você. Aqui.
A mente é como uma criança correndo pelo Universo, fazendo exigências, pensando que criou o mundo.

Mas eu pergunto à mente: “O que a sua mãe tem a ver com isso?”

Esse é o próximo nível de consciência espiritual. Ah, minha mãe! De repente, você desiste do ego, porque você não é a única alma do Universo.

Uma das perguntas que fiz para a Luz foi:

-“O que é o céu?”

Eu ganhei de presente uma viagem por todos os céus que foram criados: os Nirvanas, os Campos da Fartura, todos. Eu passei por eles. São formas-pensamentos que nós criamos. Nós não vamos realmente para o céu; somos reprocessados. Mas seja o que for que criamos, deixamos uma parte de nós lá. É real, mas não é a alma toda.

Eu vi o céu cristão. Espera-se que seja um lugar lindo, onde você ficará diante de um trono, venerando eternamente. Eu tentei. É chato! É só isso que faremos? É infantil demais. Não tenho intenção de ofender ninguém, mas alguns céus são bem interessantes, e outros são muito chatos. Achei mais interessantes os céus dos povos ancestrais, como o dos índios norte-americanos, os Campos da Fartura. Os egípcios têm céus fantásticos. E assim por diante. Existem tantos deles… Em cada um deles existe um fractal que é a sua própria interpretação, a não ser que você faça parte do grupo de almas que acredita apenas no Deus daquela religião particular. Estamos muito juntos, no mesmo estádio de baseball. Mas mesmo assim, cada um é um pouco diferente. Essa é a parte sua que você deixa ali. Morte é vida, não é céu.

Eu perguntei a Deus: “Qual é a melhor religião do Planeta? Qual está certa?”

E a Mente de Deus disse, com muito amor: “Eu não me importo”.

Essas palavras foram uma graça. Significa que nós somos os seres que nos importamos.

Mas o Deus poderoso de todas as estrelas nos diz:

“Não importa qual religião você segue”.

Elas vêm e vão, elas mudam. O Budismo não existiu sempre, o Catolicismo não esteve aqui sempre. E todos estão prestes a ficar mais iluminados. Mais luz está vindo para todos os sistemas agora. Haverá uma reforma na espiritualidade que será tão dramática quanto a reforma protestante. Pessoas vão brigar tentando impor sua religião sobre as demais, acreditando que só a dela está certa.

Todo mundo pensa que é dono de Deus; as religiões e as filosofias, especialmente as religiões, porque elas formam grandes organizações em torno de sua filosofia. Quando Deus disse: “Eu não me importo”, entendi imediatamente que nós é que devemos nos importar. Nós somos os seres cuidadores. É importante porque importa para nós. O que temos é uma equação de energia na espiritualidade. Em última instância, para a Mente Poderosa de Deus não importa se você é Protestante, Budista, ou seja lá o que for. Essa é apenas uma faceta do todo. Eu adoraria que todas as religiões entendessem isso e deixassem os outros serem. Não se trata do fim das religiões. Trata-se do fato de que nós estamos falando do mesmo Deus. Viva e deixe viver. Cada um tem um ponto de vista diferente. E todos adicionam algo ao grande quadro; todos são importantes.


Eu fui para o outro lado cheio de medo do lixo tóxico, dos mísseis nucleares, da explosão demográfica, das florestas tropicais. E voltei amando cada problema. Amo a radioatividade. Amo aquela nuvem em forma de cogumelo, a mandala mais sagrada que nós manifestamos até agora como um arquétipo. Essa nuvem, mais do que qualquer religião ou filosofia na Terra, levou-nos, todos juntos, de repente para um outro nível de consciência. Saber que nós podemos explodir o planeta 50 ou 500 vezes nos fez finalmente perceber que estamos todos unidos neste momento. Por um período, mais e mais bombas têm que ser detonadas para que entendamos, até que possamos dizer: “Não precisamos mais disso”.
Neste momento estamos no mundo mais seguro que já existiu, e ele vai ficar ainda mais seguro. Então, eu voltei amando a radioatividade, porque ela nos uniu.

Essas coisas são grandiosas. Como Peter Russel diria, esses problemas de agora são do “tamanho da alma”. Nós temos respostas do tamanho da alma? SIM!

A devastação das florestas tropicais vai diminuir, e em cinquenta anos haverá mais árvores no Planeta, como há muito tempo não há. Se você gosta de ecologia, aproveite; você é aquela parte do sistema que está se tornando consciente. Vá com tudo, mas não fique deprimido. Isso é uma parte de um todo maior.

A Terra está num processo de domesticação dela mesma. E nunca mais será o lugar selvagem que foi no passado. Haverá lugares selvagens lindos, reservas onde a natureza vicejará. Jardins e reservas serão coisa do futuro. O aumento da população estará aproximando-se de um nível ótimo, suficiente para causar uma mudança de consciência. E essa mudança de consciência irá alterar política, dinheiro, energia.

O que acontece quando sonhamos? Somos seres multidimensionais. Podemos acessar outras dimensões nos sonhos lúcidos. Na verdade, este Universo é o sonho de Deus. Uma das coisas que eu vi é que os humanos são um grão no Planeta, o qual é um grão na Galáxia, que por sua vez é um grão. Os sistemas lá são gigantescos, e nós estamos em um tipo de sistema mediano. Mas seres humanos são legendários em todo o Cosmos da consciência. O pequenino ser humano da Terra/Gaia é legendário. Um dos motivos de sermos legendários é o fato de sonharmos. Somos sonhadores legendários. Na verdade, todo o Cosmos tem buscado o significado da vida, o significado de tudo. E foi o pequeno sonhador que veio com a melhor resposta de todas. Nós sonhamos e criamos isso. Sonhos são importantes.

Depois de morrer e voltar, eu realmente respeito a vida e a morte. Nas nossas experiências com o DNA, devemos ter aberto a porta de um grande segredo. Em breve, será possível viver o quanto quisermos viver neste corpo. Depois de viver uns 150 anos mais ou menos, existirá uma sensação intuitiva da alma que fará você querer mudar de canal. Viver para sempre em um corpo não é tão criativo quanto a reencarnação, não é tão criativo quanto transferir energia para este fantástico vórtice de energia em que estamos. Nós iremos, na verdade, ver a sabedoria da vida e da morte, e aproveitá-la.

Estamos vivos desde sempre. Este corpo que você está usando vive desde sempre. Ele vem do infindável fluxo da vida, e volta para o Big Bang e além. Este corpo dá vida à próxima vida, na energia densa e na sutil. Este corpo já vive desde sempre.


“Nós vamos nos unir, dar as mãos e sair do inferno juntos”.

Mellen-Thomas Benedict

(Tradução de Cris Boog)
(Retradução de Thais Helena Souza Maurmo)
Fonte: http://www.near-death.com/experience/reincarnation04.html

Imagine-se fazendo algo que deu certo

por Suzana Herculano-Houzel

Uma das descobertas recentes mais impactantes da neurociência diz respeito à imaginação: ela consiste em ativar no cérebro os mesmos circuitos, as mesmas representações, que são acionadas pelos sentidos quando o objeto da imaginação acontece de verdade. Desse modo, dependemos do córtex visual para imaginar o rosto de uma pessoa querida ou o gráfico a incluir em um relatório, e da amígdala cerebral para evocarmos as sensações de alegria ou tristeza associadas à memória de alguém.

Da mesma forma, lembrar do que foi bom no passado ou projetar fazer algo prazeroso no futuro próximo já basta para provocar alguma ativação do sistema de recompensa. Isso significa que pensar em fazer algo que o cérebro considera ter grandes chances de dar certo é uma fonte não só de satisfação antecipada para o cérebro, como também de motivação para seguirmos adiante. O bem-estar antecipado nos motiva a agir na direção do que pode proporcioná-lo, exatamente como a cenoura na ponta de uma varinha faz até o burrinho mais empacado andar para alcançá-la.

Pensamentos positivos focados em uma tarefa a fazer ativam o sistema de recompensa, oferecem motivação ao cérebro e assim aumentam as suas chances de ser bem-sucedido no que faz.