Depressão e Ansiedade Pós Pandemia no Ambiente Escolar

Após mais de um ano e meio do início da pandemia, que trouxe desafios na vida das pessoas, e que modificou relações e até criou barreiras, ainda são muitas as dúvidas que surgem a respeito do que esperar do cenário futuro. Os jovens estudantes não fogem desse dilema, uma vez que a transferências das atividades escolares, para os respectivos lares, proporcionou uma nova reflexão sobre a necessidade ou não de voltarem para as tradicionais salas de aula.

Avaliação realizada pela Secretaria da Educação e o Instituto Ayrton Senna revelam efeitos da pandemia na saúde mental e emocional de alunos que cursam o ensino fundamental e o ensino médio no estado de São Paulo.

Segundo o estudo realizado recentemente, dois de cada três estudantes do 5º e 9º ano do Ensino Fundamental e 3ª série do Ensino Médio da rede estadual relatam sintomas de depressão e ansiedade. Foi o que apontou um a Avaliação do Futuro, mapeamento realizado pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo e o Instituto Ayrton Senna, que contou com a participação de 642 mil alunos no âmbito do SARESP (Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo).O estudo permitiu analisar a evolução do desenvolvimento de competências socioemocionais, saúde mental e violência no contexto da pandemia. Do grupo avaliado, um em cada três estudantes afirmou ter dificuldades para conseguir se concentrar no que é proposto em sala de aula, outros 18,8% relataram se sentir totalmente esgotados e sob pressão, enquanto 18,1% disseram perder totalmente o sono por conta das preocupações e 13,6% afirmaram a perda de confiança em si, o que são considerados sintomas de transtornos de ansiedade e depressão.

Ainda na pesquisa citada, apesar de fundamentais, ela revelou a queda de dois grupos de competências ligados mais diretamente ao aprendizado: Autogestão, que envolve foco, determinação, organização, persistência e responsabilidade; e Amabilidade, que contempla empatia, respeito e confiança. “São duas competências fundamentais à aprendizagem e ao clima escolar, pois estão relacionadas à capacidade do estudante em ser persistente, determinado e também mais propenso a um convívio social harmonioso”, comenta Rossieli Soares, Secretário da Educação do Estado. De acordo com a análise de 2019, quando desenvolvidas de forma intencional na escola, a autogestão pode significar 3,5 meses letivos a mais de aprendizado em Matemática e a amabilidade pode significar 5,8 meses letivos a mais de aprendizado em Língua Portuguesa.

Mas o cenário vai além das questões pontuais (jovens no âmbito de São Paulo), pois vivemos numa sociedade urgente, rápida e ansiosa, como relata o Dr. Augusto Cury. As mentes cada vez mais agitadas, o volume gigantesco de informações, e a corrida insana por metas e dinheiro, são fatores que desconectaram o ser humano das suas verdadeiras origens, naturais e harmoniosas com o tempo-arte.

Veja matéria completa em: https://institutoayrtonsenna.org.br/pt-br/conteudos/mapeamento-aponta-que-70-por-cento-dos-estudantes-de-SP-relatam-sintomas-de-depressao.html

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

%d blogueiros gostam disto: