O Prana e a Mente

por: Guilherme Armando Contrucci

O prana identifica-se e está intimamente ligado com a própria vida. Sem ele nada existe nada se mexe nada vive e nada respira. Pode-se dizer que o viver é prana e que a vida é prana.

Conhecer os mistérios do prana é conhecer os mistérios da vida. A palavra sânscrita prana significa energia primordial: prana  é “antes” e ana é “sopro’ ou a energia da respiração, vida.

As duas grandes forças cósmicas que são a causa da manifestação na antiga doutrina da criação, a saber Purusha e Prakriti são, na verdade, as energias não-manifesta e energia manifesta, ou seja, o prana.

Segundo Atreya, um dos principais segredos do prana é o cultivo de uma forte comunhão com essa energia. Quando você é amigo de alguém, ajuda o seu amigo. Essa é a definição de amizade. O prano será seu amigo se você deixar que ele o seja, adotando a atitude correta. Essa atitude correta é tradicionamente chamada de devoção.

Os sábios indianos sabiam que todas as funções do corpo eram desenvolvidas por 5 tipos de energia vital (prána-váyus), todos estes são conhecidos genericamente como prána, mas a acepção do termo aqui refere-se ao particular: prána, apána, samána, udána, e vyána. Estes são aspectos específicos de uma só força cósmica vital.

No pránáyáma, o prána-vayu é ativado pela inspiração, e o apána-vayu pela expiração. O udána-vayu eleva a energia a partir da base da coluna até ao cérebro. O vyána-vayu funciona essencialmente como o meio pelo qual o prána e o apána transferem energia de um para o outro, escreve Ricardo Viegas.

O Prána move-se na região toráxica e controla a respiração, absorve a energia atmosférica vital. É o “ar que se move para frente ou para dentro”.

Apána move-se no baixo ventre e controla a excreção de urina, sémen e fezes. “É o ar que desce”.

Samána atiça o fogo interno, favorecendo a digestão, e mantendo harmoniosamente as funções dos órgãos abdominais. Integra a totalidade do corpo denso humano. “É o ar que compensa ou equilibra”.

Udána trabalha através da garganta, na laringe e faringe, controla as cordas vocais, a absorção de ar e de comida. “É o ar que sobe”.

Vyána pervade todo o corpo, distribuindo a energia derivada da comida e da respiração através das artérias, veias e nervos. “É o ar impregnante ou exteriorizante”.

Por essa razão, que vem do conhecimento milenar indiano, se faz necessário cautela e sabedoria no trato com o corpo físico de outrem, no tocantes as terapias manuais. quando o terapeuta conhece e compreende a ciência do “prana”, ele pode traduzir em benefício do tratamento terapêutico de seus pacientes. Suas mãos e corpo passam a se tornar veículos condutores do “prana”; terapeuta e paciente cocriam as soluções e a cura das patologias físicas e emocionais.

Compartilhe:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *