A Metafísica do Aprendizado

por Guilherme Armando Contrucci

Os modelos de aprendizagem convencionais, os quais se baseiam em processos de ensino – aprendizagem, levam em consideração as capacidades cognitivas, a disciplina, o esforço e também o entusiasmo do aprendiz. Técnicas e ciências como a PNL e o Coaching mostram também que é possível trabalhar-se as mentes para que os resultados desejados sejam alcançados.

Gosto muito de um outro caminho, integrativo, complementar (não é alternativo) que utiliza a sutileza dos campos não-físicos ou convencionais, mas sim os campos denominados metafísicos.

Nesse sentido, um modelo para se adquirir sabedoria pode ser descrito da seguinte maneira:

  • Por Reflexão,
  • Por Imitação e
  • Por Provação.

O caminho mais fácil e suave é o modelo por “provação”. Nesse modelo, a pessoa faz tentativas cometendo erros e acertos, ou seja, uma espécie de laboratório de aprendizagem. Entretanto, as experiências dolorosas podem ser traumatizantes em muitos casos, mesmo sabendo que fazem parte da nossa jornada de vida.

O caminho intermediário é o modelo por “imitação”, no qual usamos as nossas percepções sensoriais para observarmos os exemplos de sucesso, que podem ou não ser imitados / copiados e que refletem em bons resultados via de regra. Casos de frustrações acontecem quando se considera árdua e dispendiosa a tarefa de imitar, chamada de modelagem.

O caminho mais difícil, porém, mais nobre e engrandecedor é o modelo por “reflexão”. Esse modelo leva em consideração a busca pelo auto conhecimento e pelo renascimento, exige que novos padrões de comportamento e pensamentos sejam instalados na mente e no coração do indivíduo e, sobretudo, proporciona felicidade e auto reconhecimento.

A escolha do modelo é exclusivamente uma decisão individual.

A criança deve ser sempre feliz?

A criança deve ser sempre feliz?

por Guilherme Armando Contrucci

Vários educadores e autores, citando aqui Teresa Guerra, Clara Dawn, Leo Fraiman dizem que a sociedade em que vivemos promove e busca, em primeiro lugar, a satisfação, o prazer, o bem-estar e deve ser por isso que muitos pais querem que seus filhos sejam felizes à viva força. Procuram a ajuda de psicólogos e terapeutas com o intuito de proporcionarem a seus filhos a felicidade…

O mestre Huberto Hohden (1893 – 1981) nos deixa um grande legado crístico de que a busca pela felicidade é o maior desafio da humanidade, entretanto sua busca concentra-se, grande parte, nas coisas externas e nos bens materiais, quando dever-se-ia buscá-la nas entranhas do nosso Ser.

Mas será que essa “felicidade” baseada no simples prazer imediato, na satisfação de todos os desejos e ambições torna as crianças felizes? Ou será que os pais de hoje, na procura desenfreada de tornar os filhos felizes, acabam ferindo emocionalmente essas crianças, pois sem o contato com a frustração elas aprendem  unicamente a conseguirem sempre tudo o que querem de imediato. E será que, pela vida fora, elas vão sempre conseguir tudo o que desejam e ambicionam, sem nunca terem qualquer deceção ou frustração?

O psicoterapeuta Leo Fraiman, especialista em psicologia educacional revela-nos importantes contribuições acerca de como educarmos nossos filhos para a autonomia crítica e não os aleijarmos emocionalmente em nome do que chamamos da “felicidade de nunca deixá-los frustrados”.

A verdade é que segundo o especialista em nome de se querer dar a tal felicidade, acaba-se criando a desgraça da criança e de todos os que convivem com ela. A criança torna-se exigente, malcriada, intransigente, insatisfeita, birrenta, ansiosa, neurótica, porque sempre vai exigir mais e mais e magoa-se emocionalmente quando não é possível satisfazer as suas exigências. Sem o contato com a frustração elas aprendem que exigindo e fazendo birras sempre conseguem o que querem.

Faz parte da educação da criança e da construção de um ser humano, ensinar a criança a lidar não só com a felicidade, mas também com a infelicidade e com as impossibilidades da vida. Não se conhece o valor daquilo que nunca nos faltou. A perda ou a carência fazem parte da vida. Atender caprichos não é uma boa solução, é ensinar a criança a ser egoísta, é procurar o meio mais fácil de permanecer na zona de conforto. Diz ainda o especialista: “Ás vezes por querer compensar suas próprias negligências como pai ou mãe, molda-se um ser que será um adulto atrofiado emocionalmente:

“Se a criança não é treinada a esperar, a criar, a negociar, a ceder e a se frustrar, você está aleijando emocionalmente a criança. É como fazê-la andar com uma perna amarrada. A criança ficará chata, birrenta, gastadeira, neurótica, depressiva e provavelmente drogada, porque ela precisará de outra coisa para acalmá-la porque ela não desenvolveu a autonomia, ela não manda de dentro para fora no seu mundo, ela precisa do outro”Leo Fraiman

Muitas destas crianças assim educadas podem necessitar de terapia para reaprenderem a viver, para aceitarem a lei da vida, a lei da dualidade, a lei do tempo, no equilíbrio, na aceitação e na paz interior de vencermos dificuldades e barreiras, buscando o autoconhecimento.

Os pais têm que saber dizer “não” em muitas situações e perceber que se a criança fica frustrada, isso é bom para ela aprender a saber lidar com os desafios da vida. É superando essas dificuldades que emocionalmente ficam mais fortes e um dia poderão dizer que seus pais as ensinaram a ser felizes e tranquilas.

Sempre haverá limites, e cabe à família, e educadores traçarem com maestria essa linha tênue e invisível.

fontes: Portal Raizes e Teresa Guerra

A missão de ser mãe

A missão de ser mãe

por Guilherme Armando Contrucci

O compromisso da mãe é dar aos filhos aquilo eles precisam. É essa a tarefa ou objetivo principal, fornecer o que eles precisam.

A mãe será cobrada pelos filhos, por toda a vida, apenas isso: o fornecimento daquilo que eles precisaram para viver.

E para poder ser mãe de verdade, eu tenho que ser mais do que mãe, pois ser apenas mãe, aquela que concebeu, é deveras frustrante. Vale lembrar que o parto é uma tarefa muito difícil e dolorosa, apesar de gratificante.

Quando os filhos começam a criar suas identidades próprias, ele querem sair de casa, voar com suas próprias asas, reclamarão que não querem mais as viagens, oportunidades de estudos, as boas vestimentas e alimentação, e tantas outras coisas feitas pelas mães para os filhos.

Esse inglório reconhecimento por tudo que a mãe fez, a expectativa de que os filhos verbalizem a gratidão pelo esforço incansável da mãe, os abraços e beijos esperados como prêmios por anos de dedicação, via de regra não acontecerá.

Vem daí uma enorme sensação de injustiça, de desprezo e frustração.

Mas como fazer então para que tais sentimentos, tristes diga-se de passagem, não serem tão marcantes a ponto de causarem tal frustração?

É necessário incorporar o conhecimento de que os filhos foram dados às mães em forma de consignação, por exemplo, uma situação na qual ela, a mãe, cuida de melhor forma possível, e que o grande mentor / criador, encaminhará os filhos para que vivam suas próprias experiências.

Não há aqui o conceito de posse da mãe pelos filhos, tampouco de uma obrigação de transformá-los naquilo que a mãe gostaria que fossem.

Enquanto os filhos estiverem consignados, aproveite ao máximo, deem todo o amor necessário, é o que esse conhecimento nos coloca. O compromisso da mãe não é puramente satisfazer o gosto dos filhos, mas sim dar à eles o que eles precisam para se desenvolverem.

É apenas isso que será o motivo da cobrança dos filhos para com as mães.

Na idade adulta, os filhos dirão por exemplo que era preferível que fossem colocados para estudar do que poderem brincar. 

E assim por diante.

A chave é compreenderem, mães, a tarefa nem sempre fácil de exercerem o maior de todos os papéis na vida – o de ser Mãe.

Brincando em família: Pais e filhos interagindo

Brincando em família: Pais e filhos interagindo

Brincar sozinho é fundamental para o desenvolvimento da criança, mas é nas brincadeiras coletivas que os pequenos aprendem aspectos fundamentais para um crescimento saudável, como o reconhecimento do outro, a noção de compartilhar e o respeito.

Quando as brincadeiras conjuntas acontecem em família, ela também favorece os vínculos afetivos, responsáveis por estabelecer a segurança que a criança precisa para se tornar futuramente um adulto confiante de si.

Para os adultos, as questões de memorização, cognição e afetividade se mostram também muito importantes.

Faça diferente, estimule os jogos e entretenimento, preferencialmente que não sejam digitais nesse momento.

Colaboração: Lunetas.com.br